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Feliciano descarta que jogadores deixarão de jogar Roland Garros

Sexta, 20 de março 2020 às 15:16:52 AMT

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Tênis Profissional

Em entrevista ao jornal espanhol AS, o ex-top 15 e também diretor do Masters de Madri, Feliciano López



O diretor do torneio contou que todos na organização "ficaram tristes" com o cancelamento que ele via inevitável "dadas as circunstâncias". Feli também pontuou que todos já trabalham pensando na edição 2021, quando a competição que é Masters e WTA Premier completará 20 anos.

Curiosamente, o próximo ano é quando vence o contrato entre a cidade de Madri e a empresa detentora da data do torneio, que pertence ao ex-tenista Ion Tiriac. Perguntado se vê algum perigo que o contrato não seja renovado, Feliciano pontuou: "Há a intensão de continuar e negociaremos quando a crise passar. Estamos olhando além, o tênis tem um futuro aqui. Desta vez todo mundo entendeu porque esta não é uma situação própria da Espanha, é mundial. Estamos vendo quando o circuito volta, mas acredito que falta bastante. O importante neste momento complicado são as pessoas".

López foi perguntado sobre a decisão unilateral de Roland Garros em adiar sua realização para setembro, no período pós US Open e disse que a decisão foi sem consultar "nem jogadores e nem os outros torneios". "Penso que seria a única dada que estava disponível, porque jogar um período mais tarde seria impossível por uma questão de tempo", opinou.

Perguntado sobre como será para os jogadores saírem de um Grand Slam no piso rápido para outro no saibro, López, que é o atual 56º do mundo aos 38 anos, opinou: "Esta é uma situação de emergência. Se realmente ficar assim, imagino que nós os tenistas tenhamos vontade de jogar  e pouca gente desistirá de torneios; Inclusive Wimbledon, porque agora há três semanas de distância de Roland Garros, antes eram duas e você passava do saibro pra grama", recordou.

Questionado se acredita que os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, serão realizado, o diretor de Madri opinou: "O lógico seria atrasá-los, por causa do coronavirus porque os atletas não puderam treinar em condições para algo que estavam há quatro anos. Veremos se vão tomar as medidas necessárias para ver se os próprios atletas pondem treinar de algum modo. Tudo agora está confuso".

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