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Decisivo, Nadal esteve presente em 5 dos 6 títulos espanhóis na Copa Davis

Domingo, 24 de novembro 2019 às 20:09:59 AMT

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Tênis Profissional

Por Marden Diller - O espanhol Rafael Nadal já é, numericamente, o maior tenista da história de seu país. Com 19 Grand Slams, 35 Masters 1000 e dois ouros Olímpicos, possui um cartel invejável. No entanto, na hora de defender as cores de seu país, o atleta é igualmente gigante.



A Armada Espanhola conquistou seu primeiro título na Copa Davis no ano 2000, com um time fortíssimo formado por Albert Costa, Juan Carlos Ferrero, Alex Corretja e Juan-Manuel Balcells, superando a forte Austrália de Patrick Rafter, Lleyton Hewitt e Mark Woodforde. Três anos depois a Austrália se vingou conquistando o título justamente diante da Espanha.

Em 2004, Rafael Nadal apareceu com tudo, conquistando o ponto decisivo já na primeira rodada diante dos tchecos. Nas quartas contra a Holanda, atuou apenas nas duplas e acabou derrotado ao lado de Tommy Robredo, lavando a alma na rodada seguinte, triunfando nas duplas e marcando o ponto decisivo contra a França em simples. Na decisão contra os EUA, atuou apenas na segunda partida, anotando uma vitória maiúscula sobre Andy Roddick, então número 2 do ranking. A Espanha conquistava seu segundo título na Davis, o primeiro com Rafael Nadal.

Apesar dos grandes nomes que tinham no circuito, os espanhóis apenas voltaram à decisão em 2008. Na primeira rodada, vitória tranquila contra o Peru sem Nadal no time, retornando à competição nas quartas de final contra a Alemanha. Em um repeteco da final de 2004, enfrentaram os EUA na semifinal e foi Nadal quem anotou o ponto decisivo, derrotando Andy Roddick no quarto jogo. No entanto, uma tendinite no joelho direito deixou o então número 1 do mundo de fora da decisão contra os argentinos, que ainda assim foi vencida pelos espanhóis.

Em 2009, Nadal abriu a Davis com duas vitórias importantes contra a Sérvia, sendo uma no ponto decisivo diante de Novak Djokovic. Nas quartas esteve fora do embate contra a Alemanha, se ausentando também da semi contra Israel. Voltou apenas na decisão, para anotar o primeiro ponto da vitória por 5x0 sobre a República Tcheca.

Dois anos depois, em 2011, Nadal fazia o primeiro e o quarto pontos da Espanha contra a Bélgica na primeira rodada. Ficou fora das quartas contra os norte-americanos, retornando na semi para acabar com a paz dos franceses que viajaram para Córdoba, anotando a primeira vitória sobre Gasquet e o ponto decisivo contra Tsonga. Se em 2008 não pôde ir a Buenos Aires, dessa vez recebeu os argentinos em Sevilha e foi responsável por duas vitórias de sua equipe no triunfo por 3x1 contra os sul-americanos, derrotando Juan Martin Del Potro no quarto jogo, o decisivo para os donos da casa.

Desde então, foram 8 anos sem títulos da Armada Espanhola na Copa Davis, com apenas uma final, disputada em 2012. Sem a presença de Nadal em nenhuma das rodadas no ano, os fortes espanhóis não conseguiram segurar a sintonia de Radek Stepanek e Tomas Berdych, que fizeram a loucura de sua torcida em Praga ao jogar todas as partidas de simples e duplas e vencer por 3x2.

Ávido por um novo título, Nadal chegou com muita vontade ao novo modelo da Copa Davis. Diante de sua torcida em Madri, o número 1 do mundo apenas não disputou a partida de duplas no primeiro duelo, contra a Rússia. Nos seguintes, contra Croácia, Argentina e Reino Unido, jogou simples e duplas — garantindo o ponto de desempate em dois dos embates.

Com a vitória diante de Denis Shapovalov neste domingo, Nadal estabelece um nome de respeito na história da Espanha na Copa Davis. São 20 convocações, 23 confrontos jogados, 29 partidas disputadas em simples com 28 vitórias — a única derrota veio em sua estreia pela equipe, na primeira rodada em 2004. Nas duplas, são 8 vitórias e quatro derrotas, somando um total de 36 vitórias e 5 derrotas defendendo as cores de seu país, com incríveis cinco títulos conquistados, o maior índice para qualquer jogador em atividade, mas ainda distante dos oito títulos do australiano Roy Emerson.

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