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Murray recorda dramas do Australian Open 2016 e quer mentalidade vencedora

Sábado, 14 de janeiro 2017 às 04:09:56 AMT

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Tênis Profissional

O líder do ranking da ATP, Andy Murray, está em busca de seu primeiro Australian Open, após cinco vice-campeonatos, e conversou com a imprensa sobre estar pela primeira vez como principal favorito em um Slam, recordou dramas e quer mentalidade vencedora.



Murray iniciou a coletiva de imprensa sendo questionado sobre como se sentia pela primeira como principal favorito em um Grand Slam e disse que não fazia diferença.

O escocês destacou a forte pré-temporada realizada em Miami, na Flórida, onde "bons jogadores se preparam e são testes duros" e também duas boas atuações em Doha, no Qatar, onde foi vice-campeão como boas preparações para a disputa do primeiro Grand Slam do ano.

Murray revelou como se prepara para grandes jogos e disse que muitas das vezes estuda os adversários através de vídeos, entretanto "Não faço muito disto em quadra (treinos práticos). Mas há certos padrões que vocês pratica e que te ajudará contra determinados jogadores", pontuou ele que destaca que sua velocidade em quadra é ponto importante de seu jogo.

O número um do mundo fará sua estreia contra o ucraniano Illya Marchenko, a quem enfrentou ali mesmo no Australian Open e falou sobre a estreia: "Não me lembro detalhes do jogo. Jogamos na Margareth Court. Eu o vi jogar no US Open. Ele teve uma evolução nos últimos meses. teve um jogo apertado contra (Stan) Wawrinka aqui".

"Ele não é fácil. Ele luta muito. Tem uma excelente atitude. Joga predominantemente do fundo de quadra e se movimenta bem. Ele não te dá muitos pontos de graça", destacou.

"Joguei com ele uma vez, nunca treinamos juntos. E este jogo foi há muito tempo, não sei 2008, 2009, algo assim", ponderou.

Durante a disputa do último Australian Open, Murray vivia a expectativa de ser pai, a quilômetros de distância da esposa Kim e ainda sofreu o susto de um ataque cardíaco sofrido por seu sogro, Nigel Sears, então treinador de Ana Ivanovic, na arquibancada do torneio. Nigel ficou internado por alguns dias em Melbourne e Murray recordou esses momentos:

"Foi um torneio difícil. Toda aquela situação (...) Eu queria estar em casa pelo nascimento, mas não podia deixar meu sogro aqui também em um hospital. Foi duro e certamente não é uma posição em que gostaria de estar novamente e nem a minha esposa ou qualquer pessoa da nossa família", pontuou.

Murray foi questionado se acredita que uma vez número um, agora precisa trabalhar ainda mais duro para se manter, como Roger Federer e Novak Djokovic sempre dizem.

"Espero que não", disse rindo. "Penso que manter a mentalidade, porque não acho que seja fácil chegar ao número um. Eu apenas preciso seguir fazer as coisas como tenho feito", opinou.

Para o escocês este é o segredo dos próprios Djokovic e Federer, além de nomes como Stan Wawrinka e Rafael Nadal, que mantém mentalidade vencedora e seguem no topo.

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