X

As lutas pessoais que tornam o ATP Finals 2016 imperdível

Sábado, 12 de novembro 2016 às 13:17:16 AMT

Link Curto:

Tênis Profissional

Por Ariane Ferreira - Neste domingo, 13 de novembro, será iniciada a disputa de simples e duplas do ATP Finals de Londres, Inglaterra, que reúne na Arena O2 as oito melhores duplas e oito melhores tenistas do ano, no torneio que fecha o calendário profissional.



Há muitos anos não se via um torneio com os melhores do mundo que também definiria quem fechará o ano na liderança do ranking masculino. A última vez que isso aconteceu durante o Finals, foi em 2000, quando o torneio ainda era chamado de Masters Cup. na oportunidade, após vencer a semifinal contra Pete Sampras, o manezinho da Ilha Guga Kuerten tomou de assalto o número um do russo Marat Safin e por lá ficou por 47 semanas.

Outra vez, o circuito masculino fará contas durante a disputa do Finals. Desta vez, Andy Murray e Novak Djokovic estão na briga. Mas a missão de nenhum dos dois é fácil. Djokovic, que perdeu o posto de número 1 semana passada, precisa defender o título da competição e torcer para que o escocês não passe da fase de grupos. Murray, entretanto, sabe que a diferença de 405 pontos de vantagem que tem pode ser retirada pelo sérvio mesmo que ele seja vice-campeão e Nole fique com o título.

Djokovic tem a vantagem de ter jogado o Finals nove vezes na carreira e ter vencido cinco vezes. Murray, por sua vez, não tem muito sucesso diante de sua torcida, jogou o torneio por sete edições, mas passou da fase de grupos apenas três vezes.

Aquém da luta dos dois principais favoritos em simples, o suíço Stan Wawrinka, terceiro do mundo, busca chegar à sua primeira final em Londres, já que em suas três participações anteriores ficou na semifinal, nas duas últimas perdeu para o compatriota Roger Federer, que não jogará o torneio.

Quarto do mundo, o canadense Milos Raonic está no Finals pelas terceira vez na carreira, mas em 2014 teve problemas físicos e abandonou o torneio após a segunda rodada da fase de grupos. ele busca sua primeira vitória.

Já o japonês Kei Nishikori, quinto do mundo, também joga o torneio pelo terceira vez e busca igualar ao menos a boa campanha de 2014 quando fez semifinal.  

O croata Marin Cilic, por sua vez, disputa o torneio pela segunda vez na carreira, também busca sua primeira vitória no torneio. Em 2014, quando jogou o Finals pela primeira vez, Cilic acumulou três derrotas e venceu apenas um set, contra Wawrinka, que novamente faz parte de seu grupo.

Estreantes na competição, o francês Gael Monfils e o austríaco Dominic Thiem correrem por fora e buscam fazer história.

Os grupos estão divididos em: 'John McEnroe' com Andy Murray, Marin Cilic, Kei Nishikori e Stan Wawrinka e 'Ivan Lendl' com Novak Djokovic, Milos Raonic, Gael Monfils e Dominic Thiem.

 

Nas duplas

O torneio de duplas do Finals marca a despedida da parceria vitoriosa do mineiro Marcelo Melo e o croata Ivan Dodig, que juntos disputaram o torneio três vezes, fez final em 2014 e semifinal nas edições 2013 e 2015.

Melo/Dodig tem uma missão difícil ao integrar o grupo Edberg/Jarryd, onde enfrenta os pentacampeões do torneio em 12 participações, os irmãos norte-americanos Bob e Mike Bryan, seus algozes na final em 2014.

Além dos Bryan e de Melo/Dodig, o grupo Edberg/Jarryd conta com a estreia em Finals da parceria entre o escocês Jamie Murray e o mineiro Bruno Soares, campeões do US Open e do Australian Open.

O grupo fecha com a parceria do bielorrusso Max Mirnyi e do filipino Treat Huey.

No grupo Fleming/McEnroe os franceses Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut lutam para que Mahut mantenha o número um do mundo, contra a parceria dos espanhóis Marc López e Feliciano López, a forte dupla do finalndês Henri Kontinen e o australiano John Peers, além da parceria entre o sul-africano Raven Klaasen e o norte-americano Rajeev Ram.

banner
banner