X

Missão é transformar Bellucci num grande competidor, diz Zwetsch

Quarta, 17 de junho 2015 às 08:00:00 AMT

Link Curto:

Tênis Profissional

Por Fabrizio Gallas - Depois de quatro anos, João Zwetsch voltou a treinar Thomaz Bellucci e os resultados apareceram com poucos meses na gira europeia que o levaram de volta ao top 40 num salto de quarenta posições em cerca de dois meses.



Leia Mais:

Técnico pede que torcida e crítica alivie para Bellucci: 'Pegam muito duro com ele'

Contente com a boa fase do tenista número 1 do Brasil, o gaúcho conversou com o Tênis News na academia Tennis Route, no Rio de Janeiro, onde o paulista fez seus ajustes finais para a série na grama em Nottingham e Wimbledon e comentou que ajustes em detalhes em um padrão de jogo mais ofensivo além de uma capacidade mais constante são os segredos do sucesso recente.

"Os resultados na Europa foram ótimos. Alguns ajustes que vínhamos fazendo ao longo do período principalmente após a Copa Davis nos Masters americanos, ficamos juntos praticamente sete semanas, ali começamos a treinar algumas coisas no jogo dele. Acabou pesando um pouco nesse começo de ano, cheguei com ele na Austrália sem ter muito contato. A primeira parte da pré-temporada ele ficou machucado e na segunda treinou em São Paulo e foi jogar. Fomos ajustando detalhes no jogo dele que fizeram a diferença, faziam necessárias algumas vitórias para adquirir confiança. Os ajustes foram basicamente em jogar mais agressivo do que vinha jogando , com uma imposição maior, padrão mais definido e como conduzir a maior parte do jogo ajuda nas próprias definições com uma clareza maior", disse Zwetsch que não se surpreendeu com a reviravolta no tenista que havia perdido oito seguidas no começo de ano.

Zwetsch comentou que o principal trabalho vem sendo no mental para transformar Bellucci é um competidor, jogador, bola levantada por gustavo Kuerten durante o Rio Open deste ano, em fevereiro: "Estamos trabalhando muito em questões mentais, dar consistência ao jogador, não adianta fazer um grande resultado e só, ou esporadicamente no ano. É fundamental para um tenista que quer ter um alto nível tenha consistência e isso significa ganhar jogos mais frequentemente, isso se dá com padrão de jogo, competir cada vez melhor , independente de contra quem esteja jogando ou como esteja a partida , estar cada vez mais consolidado com postura e atitude mental adequada", afirmou.

"Concordo plenamente (com o Guga). Isso que estamos buscando. Esse gira na Europa teve situações interessantes, chegando em cima da hora no mesmo dia de viagem pra jogar, jogando com vento, com frio, não jogando bem, jogando bem, essas coisas mostram que estamos no caminho certo , nessa situação existem todas as desculpas possíveis, mas não, ele chegou determinado, sabia que se ganhasse o primeiro jogo poderia entrar melhor no torneio, essas situações de competir melhor , diferencial que o Thomaz tem. Buscar que ele seja constantemente competitivo, nunca deixar passar fases sem isso estar presente , sair da linha. A missão é consolidar, transformar Bellucci em um grande competidor e isso já está aparecendo, nos últimos jogos dele".

Para Zwetsch, o seguimento nessa linha é que poderá levar Bellucci a almejar vitórias maiores na carreira onde ainda faz bons jogos, mas esbarra em tops como Novak Djokovic em Roma e Kei Nishikori, em Roland Garros: "Eexistem coisas no jogo do Thomaz que precisam melhorar para ele ter uma condição mais constante de competir com os caras de uma forma mais ambiciosa o tempo inteiro. Fez um baita de um jogo contra o Djokovic, não foi ruim contra o Nishikori , mas saiu um pouco do padrão, da forma correta de jogar, deixou o jogo muito rápido e o Nishikori gosta assim, mas muito do que estamos falanndo, não adianta entrar nesses jogos e dar na bola o tempo todo, tem que ter consciência tática melhor, ser mais constante no padrão de jogo, essa é a busca agora , elevar o nível do Thomaz enquanto competidor, como jogador".

Zwetsch finca o pé no chão sobre as perspectivas na grama com o tenista que embarca nesta quarta-feira para Nottingham: "É sempre uma grande incógnita pois primeiro não temos como treinar no piso, vamos chegar três, quatro dias antes para treinar e adaptar, usar torneio como preparatório. Na verdade a quadra nem é tão mais rápida, o quique que é mais baixo, movimentação é diferente pois a pisada não é tão firme, sempre afunda mais o pé, exige mais do jogador de força. Todas as adaptções são feitas lá nos torneios. A ideia é jogar legal, ele teve uma série de jogos, semanas no saibro então por isso preferi resguadar um pouco mais essas três semanas quase e só jogar Nottigham e Wimbledon fazendo uma mini-pré-temporada pensando na segunda parte do ano. Quem sabe pegamos uma chave não tão complicada. Esse momento que ele está é importante e vai ajudar muito a se adaptar, tempo é pouco, mas imagino que possa fazer um bom Wimbledon".

banner
banner