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Diário de Assunção - Saretta, o Poeta das quadras!

Domingo, 19 de novembro 2006 às 12:58:27 AMT

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Flavio Saretta - Assunção

Por Alexandre Cossenza, Repórter do Diário Lance!

A essa altura, já não tenho mais histórias divertidas do Paraguai. Tomei tererê, comi empanadas, fui a uma churrascaria chamada "Paulista Grill", vi o pirata que bateu Guga, bati belos papos com Emerson Lima (o técnico que jogou o qualifying) e Flávio Saretta e, ainda por cima, vi Daniel Koellerer com medo de uma mariposa.

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Mas o destaque do Brasil lá foi mesmo Saretta. Ele foi jogando melhor a cada partida e fez bonito no torneio. Saretta é o tipo de cara que, pelo jeito largadão, pode parecer desinteressado às vezes, mas não é. Perde a concentração em momentos, é verdade, o que não quer dizer que não queira sempre vencer.

Merece muito respeito sim, o que não tem no Brasil. Falando comigo após a semifinal, disse que respeitam ele mais fora que dentro do Brasil. Na Argentina, até Maradona parou para falar com ele. Em Montevidéu, tem o respeito dos torcedores. Em Assunção, era sempre parado por fãs que pediam fotos, autógrafos e lembranças. Ninguém me disse. Isso eu vi. Só ele tinha esse carinho dos fãs. Cañas também era muito procurado, mas lhe faltou simpatia com o público.

Eu nunca fui fã de Saretta. Acho que podia ir mais longe no ranking. Hoje, tenho certeza que ele pensa o mesmo e aprendi a respeitá-lo como pessoa e atleta. Principalmente após a Davis. Para quem gosta dele e aprecia o lado descontraído do brasileiro, cito abaixo algumas frases divertidas que ele soltou durante o torneio.

Peço desculpas por não incluir nada dos jogos contra Koellerer e Cañas. Foram na quadra central cheia, e não dava para ouvir nitidamente tudo que Saretta dizia.

Divirtam-se!

"É sempre comigo! Esses mané começam a jogar direito!"
(quando perdia o segundo set para Eitziger e viu o rival fazer um winner)

"Joga uma no meio, velho!"
(Para Eitzinger, após levar um de vários winners de devolução)

"Vou achar a minha concentração. Por enquanto, ela tá lá na Tailândia!"
(Para o técnico João Zwetsch, que pedia foco durante a o primeiro set contra Mello)

"Toalha, Gatorade e oxigênio!"
(Para o boleiro, quando perdia por 5-6 a parcial)

"Eu fico louco jogando essa buc... desse esporte. FÉRIAS, FÉRIAS! Praia, surfe!"
(Ao ceder um brak point para Mello no segundo set)

"Não, não, não"
(Pedindo para o árbitro não puni-lo após isolar uma bola)

"Puta injustiçaaaaaaaaaaaaa"
(Após a punição, causando risadas)
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