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Saretta bate "austríaco louco" e faz a final em Assunção

Sexta, 17 de novembro 2006 às 22:38:53 AMT

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Flávio Saretta - BH V
Tenista número dois do país, Flávio Saretta alcançou nesta sexta sua segunda final da temporada na quinta etapa da Copa Petrobras de tênis em Assunção (Paraguai). Saretta bateu o austríaco Daniel Koellerer, 210º, apelidado de "Dani Louco" por usar de artimanhas nada convencionais na quadra para vencer seus jogos. A vitória veio por 6/3 6/7 (8/6) 3/1 e abandono do rival.

Como se esperava, a partida foi cheia de provocações e ironias. O europeu é conhecido pelo mau comportamento em quadra e neste ano ficou seis meses suspenso pela ATP por ofender Nicolas Almagro em Acapulco. Saretta tentou se manter tranquilo, mas em alguns momentos entrou na guerra psicológica do adversário.

“É complicado jogar contra ele. Toda hora vai reclamar com o árbitro, com a torcida. Nao deixa o jogo rolar”, disse Saretta, que no segundo game já resmungava da demora do rival em repor a bola em jogo. “Nao se pode entrar no jogo dele de jeito nenhum, é o tipo de partida que ele gosta.”

No quarto game do segundo set, o paulista se irritou ainda mais com a demora quando Koellerer se recusou a sacar por causa da presenca de uma mariposa na cuadra. “Isso nao pode ser sério”, chiou o brasileiro. A resposta veio rápida. O austriaco olhou para o juiz e disparou: “estou asustado, nao temos isso na Europa.”

Outro momento curioso foi quando “Crazy Dany”, erro um saque e não gostou da marcação do árbitro. Saretta, já saturado com a quebra de ritmo, marcou a bola fora desenhando um círculo exagerado no saibro com a raquete. No ponto seguinte, o adversário fechou o gamne com boa deixada e imitou o gesto, mas no meio da quadra, para ironizar o brasileiro. Em ambas as ocasioes o público caiu na risada.

“Quando aconteceu isso eu virei de costas e fui sentar. Nem olhei para nao ficar com raiva, só ouvi as pessoas rindo”, dise o ex número 44 do mundo. “Às vezes você acaba entrando nessa. Uma hora ele me deu uma curta no smash quando eu estava fora da quadra, depois eu fiz o mesmo para descontar, é difícil um jogo assim.”

Saretta sabe que cuidar do físico para a decisão será um desafio. “Hoje já acordei meio cansado, vai ser complicado. Mas uma final é sempre uma adrenalina a mais. Teria sido melhor se tivesse ganhado em dois sets”, lembrou o jogador, que sacou em 6/4 no tiebreak da segunda parcial antes de ver Koellerer virar para 8/6.

Esta é a primeira final de um tenista brasileiro em um evento da Copa Petobras, o máximo que tínhamos conquistado nas outras quatro etapas foi duas semi, justamente com Saretta em Montevidéu e outra com Júlio Silva em Bogotá. Ele já garantiu vaga na Masters da competição, pois o argentino Guillermo Cañas derrotou o compatriota Carlos Berlocq por 6/2 6/4 e será seu adversário na final. A Masters é um torneio-exibição que distribui US$ 100 mil e reúne os cinco vencedores de cada evento mais três convidados. Como Cañas já foi o campeão em duas etapas o vice entraria.

Saretta correrá atrás de seu segundo título na temporada. Fazendo um ano irregular, o número 132 do mundo foi o campeão logo na primeira semana em São Paulo, depois foi a duas semi (Montevidéu e Florianópolis) e nada mais. O desempenho no Paraguai rende ao tenista de Americana marca 49 potos, descontados 7 das oitavas em Aracaju no ano passdo ele vai figurar perto dos 120 melhores. Caso conquiste o título fica perto do Top 110, se aproximando de Thiago Alves, hoje o 108º.
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