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Hocevar supera cãimbras, salva match-point e avança em Aracaju

Quarta, 01 de novembro 2006 às 01:37:45 AMT

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Ricardo Hocevar - Aracaju
Uma partida nervosa e dramática marcou a estréia com vitória do brasileiro Ricardo Hocevar, 376o.(Wilson/Milly/Kirschbaum/Yonex), na primeira rodada da terceira etapa da Copa Petrobras de Tênis disputada em Aracaju. Convidado da organização, Hocevar marcou 6/4 6/7 (5) 7/6 (4) sobre o argentino Cristian Villagran, 244o. O paulista sentiu cãimbras no início do terceiro set e jogou os últimos três pontos mancando. Com o apoio da torcida e o coração na ponta da raquete, saiu vencedor após desgastantes três horas de jogo.

"Nunca joguei assim num torneio maior com uma galera tão grande. Já joguei partidas duras, mas em torneios menores. O público me apoiou bastante, ganhei por causa deles", disse o jovem tenista de apenas 21 anos que foi aplaudido por cerca de 2 mil torcedores ao sair da quadra central do Complexo de Tênis Atalaia na capital sergipana.

O primeiro set parecia que ia tranquilo para o tenista treinado pelo argentino Carlos Albano. Ele abriu 4/2, mas cedeu o empate em 4/4 para Villagran. No game seguinte, Ricardo voltou a ter frente no placar e fechou em 6/4 Na parcial seguinte novamente Hocevar abriu vantagem. Com 3/1 ele se mostrava firme do fundo, sólido nos golpes e deslocava com eficiência o oponente. Mas o brasileiro vacilou, cedeu novo empate. No décimo segundo game ele teve quatro match-points e desperdiçou todos, lamentando o fato de não ter ido pra definição: "Não tava pensando nada no match-point, quis fazer o cara jogar, não fui convincente em ganhar o jogo. Não fiquei nervoso. Dei uma segurada, não travei." Depois disso, o argentino se aproveitou dos erros do brasileiro e venceu com 7/6 (5).

No set decisivo o drama começou logo de cara. Villagran torceu o tornozelo e capengou por momentos sobre a superfície de pó de tijolo. Em seguida, Ricardo sentiu cãimbras que o incomodaram até o fim. Ele chegou a abrir uma quebra de frente, mas Villagran soube dosar o ritmo e igualar. Com 5/6 e saque, Hocevar teve um match-point contra, salvou com um segundo serviço na linha seguido de um winner na paralela. O ponto levantou a torcida. Em mais um desempate, ele abriu 5 a 2, as dores nas coxas aumentaram. Como já havia pedido a presença do fisioterapeuta, teve que seguir no jogo. Mesmo mancando ele sacou e voleou para encerrar a batalha em seu quinto match-point: "Nos últimos pontos não conseguia jogar. Não pensei no que fazer, queria saber como iria conseguir passa a bola pro outro lado, e a solução foi essa sacar ir pra rede".

Hocevar retorna à quadra nesta quarta em partida que começa não antes das 13h30 contra o vepaulista Flávio Saretta, 123o., que marcou um duplo 6/3 sobre o argentino Diego Hartfield, 116o. Mesmo tendo pouco tempo para se recuperar, o jovem quer buscar a superação: "Vamos ver se dá pra recuperar, vou tratar e vamos superar". O retrospecto contra o compatriota é favorável em 1 a 0 (venceu em Gramado no mês de setembro).

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