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Nadal assume o Nº 1, mas Djokovic coloca água no chope

Sábado, 21 de dezembro 2013 às 13:17:50 AMT

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Tênis Profissional
Por Daniel Lacerda - Em outubro e novembro, Novak Djokovic emplacou 24 vitórias seguidas e venceu o ATP Finals, Nadal terminou como nº1, a República Tcheca foi bi da Davis, Serena Williams conquistou o WTA Championships, Bellucci voltou a ser campeão e Nalbandian se aposentou.

Os dois últimos meses do ano foram especiais para Novak Djokovic. Depois de uma frustrante derrota na final do US Open, o sérvio reuniu forças e deu início a uma sequência de 24 vitórias consecutivas, com quatro títulos em sequência.

A invencibilidade teve início na semifinal da Copa Davis, diante do Canadá, em Belgrado. Sem perder sets, o sérvio despachou Vasek Pospisil e Milos Raonic, tendo sido decisivo para a ida de seu país à decisão. De volta ao circuito mundial, o tenista foi campeão em Pequim, derrotando Rafael Nadal na final por 6/3 6/4.

Na semana seguinte, Djoko foi campeão do Masters de Xangai, vencendo Juan Martin Del Potro em final espetacular, decidida no tie-break do terceiro set. A implacável sequência não foi interrompida em Paris, com direito a vitória sobre Roger Federer na semi e diante de David Ferrer na decisão.

Com todos esses predicados, Djoko chegou como favorito no ATP Finals, em Londres. Logo na estreia, vitória apertada em grande jogo contra Roger Federer. Na segunda rodada, nova pedreira diante de Juan Martin Del Potro. A invencibilidade na primeira fase foi mantida com triunfo sobre Richard Gasquet.

Na outra chave, Rafael Nadal também venceu as três partidas, contra David Ferrer, Stanislas Wawrinka e Tomas Berdych. Os resultados já garantiram ao espanhol a condição de número 1 do mundo ao final da temporada, um feito extraordinário depois de sua volta irrepreensível.

Faltava apenas decidir o campeão do ATP Finals. Djokovic e Nadal confirmaram favoritismo na semi e avançaram. Djoko despachou Wawrinka e Nadal não deu chances a Federer. A sonhada final entre os dois melhores do mundo aconteceu e o sérvio não deu chances ao número 1 do mundo, com vitória folgada por 2 sets a 0, parciais de 6/3 6/4.

Na decisão da Copa Davis, disputada contra a República Tcheca, em Belgrado, Djokovic fez a sua parte e venceu Radek Stapenak e Tomas Berdych. Os desfalques do lesionado Janko Tipsarevic e do suspenso Viktor Troicki, entretanto, fizeram a diferença e os tchecos venceram as outras três partidas. Berdych e Stepanek venceram Dusan Lajovic em simples e, nas duplas, derrotaram Ilija Bozoljac e Nenad Zimonjic. O ponto decisivo veio no quinto jogo, no duelo de simples entre Stepanek e Lajovic. O tenista tcheco foi novamente o herói e sacramentou o bicampeonato de seu país.

No circuito feminino, Serena Williams continuou imbatível, terminou como número 1 do mundo e não tomou conhecimento das adversárias no WTA Championships, em Istambul, na Turquia. A americana venceu todas as oponentes e foi campeã invicta despachando a chinesa Na Li na final, com vitória de virada por 2/6 6/3 6/0. A decepção ficou por conta da esgotada Victoria Azarenka, que venceu apenas Sara Errani e acabou eliminada na primeira fase.

Na final da Fed Cup, a Itália conquistou o título ao derrotar a fragilizada equipe russa, que não contava com nenhuma de suas principais tenistas. Sem nada a ver com a história, Sara Errani e Roberta Vinci comandaram o triunfo do país, que venceu a final por 4 a 0 em casa, na cidade de Cagliari.

Nos meses finais do ano, quem voltou a sorrir foi Thomaz Bellucci. O brasileiro reencontrou o caminho das vitórias no Challenger de Montevidéu. Depois de dez derrotas seguidas, Thomaz derrotou o colombiano Alejandro Gonzalez por 6/2 6/4 e se reencontrou com a vitória. O triunfo encheu o tenista de confiança e o levou ao título do torneio, ao bater o argentino Diego Schwartzman por duplo 6/4. Na semana seguinte, Bellucci manteve o embalo e foi à final em Bogotá, mas acabou abandonando a final diante do dominicano Victor Estrella.

Para encerrar a retrospectiva, o mês de outubro marcou a despedida de um dos maiores talentos. Após conviver com inúmeras lesões, David Nalbandian anunciou sua retirada. Ex-número 3 do mundo, campeão do ATP Finals em 2005 e vice-campeão de Wimbledon, o argentino deixou as quadras com 11 títulos.
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