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Retrospectiva - Djokovic ganha Wimbledon, come grama e vira Nº 1

Domingo, 25 de dezembro 2011 às 12:07:19 AMT

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Tênis Profissional
Por Vitor Souza Paula - O bimestre de julho e agosto foi sem dúvida o mais memorável do ano, pois marcou a ascensão do sérvio Novak Djokovic ao topo do ranking desbancando Rafael Nadal, após o título em Wimbledon conquistado em cima do espanhol.

O Aberto de Wimbledon começou sem maiores surpresas na chave masculina. O torneio que vinha morno começou a esquentar mesmo nas quartas de final. Djokovic, que jogava para ser o número um do mundo, teve muito trabalho contra o jovem e talentoso Bernard Tomic, enquanto o hexacampeão Roger Federer sucumbia pelo segundo ano consecutivo na antepenúltima fase, dessa vez em uma dolorosa virada diante do bravo Jo-Wilfried Tsonga, em cinco sets.

No lado de cima da chave, o atual campeão Rafael Nadal acabou mais uma vez com as esperanças de Andy Murray e derrotou o britânico nas semifinais, enquanto Nole se credenciava à sua primeira final no All England batendo Tsonga por 3 sets a 1.

Nadal chegava com leve favoritismo na decisão, mas Djokovic apresentou um tênis de altíssima qualidade e foi superior, marcando 6/4 6/1 1/6 6/3 sobre o espanhol na decisão. Na comemoração, o sérvio comeu a grama sagrada de Wimbledon e fez muito festa. No dia seguinte, ele apareceu pela primeira vez no topo do ranking de entradas da ATP, e foi recebido como herói em Belgrado.

Entre os brasileiros, Bellucci decepcionou e perdeu na estreia para o alemão Rainer Schuettler. Ricardo Mello voltou a vencer em Majors ao bater o canadense Frank Dancevic na primeira rodada em 5 sets, mas caiu na segunda fase diante de Michael Llodra.

Entre as mulheres, Wozniacki caiu nas oitavas, e Sharapova chegou à final como favorita. Mas do outro lado estava a tcheca Petra Kvitova, que depois de um torneio nem tão brilhante bateu Victoria Azarenka nas semis. A final foi marcada por domínio total da canhota que bateu a musa por 6/3 6/4 e alcançou o maior feito de sua carreira.

Na sequência do mês, Robin Soderling foi campeão em Bastad, no torneio que encerraria sua temporada precocemente. Gilles Simon foi campeão no ATP 500 de Hamburgo, Juan Carlos Ferrero mostrou que ainda está vivo no circuito com o título em Stuttgart e Alexandr Dolgopolov levantou seu primeiro caneco como profissional em Umag.

Nos Estados Unidos, John Isner foi campeão em Newport e perdeu na semana seguinte a final de Atlanta para Mardy Fish, que na semana seguinte perdeu a final de Los Angeles para Ernests Gulbis. No ATP 500 de Washington, o tcheco Radek Stepanek surpreendeu e ficou com o título.

Os tops voltaram à ação nos Masters 1000 de Montreal e Cincinnati, e Djokovic seguiu impossível, faturando o título no Canadá sobre Mardy Fish na decisão. Em Ohio, o sérvio lutou contra o cansaço, mas começava a dar sinais de desgaste ao precisar abandonar na decisão contra Andy Murray. Ainda antes do US Open, John Isner venceu o novo ATP de Wiston Salem.

Entre as mulheres, Serena Williams voltou com tudo e faturou os títulos em Stanford e Montreal. Sharapova, que venceu Cincinnati, e Wozniacki, que faturou New Haven, se credenciavam a desafiar a americana no US Open.

Entre os brasileiros, Bellucci optou pro trocar o saibro europeu pelas quadras rápidas americanas e não foi bem. O destaque ficou com João Souza, o “Feijão”, que fez semifinais no ATP de Kitzbuhel, rompeu a barreira do top 100 pela 1ª vez na carreira e passou o qualifying do US Open, credenciando-se a disputar seu primeiro Grand Slam.
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