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Retrospectiva Setembro/Outubro - Djokovic reina. Brasil cai na Rússia

Sexta, 23 de dezembro 2011 às 13:02:08 AMT

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Tênis Profissional
Por Vítor Souza Paula - Dando sequência à retrospectiva 2011 chegamos ao bimestre de setembro e outubro. Os principais destaques desses meses foram o US Open e a Copa Davis, com a dolorosa derrota brasileira diante da Rússia em Kazan.

Mesmo com rumores de que estaria com problemas no ombro, Novak Djokovic entrou no torneio em Nova York como postulante maior ao título e foi confirmando seu favoritismo, assim como os demais top 4, que pela primeira no ano chegavam às semifinais de um Grand Slam.

Em uma das semifinais, Nadal passou por Murray sem tantas emoções, e na outra Nole venceu um duelo espetacular contra Federer. O suíço dominava completamente as ações e abriu 2 sets a 0, mas o sérvio mostrou que este era mesmo o seu ano e reagiu, buscando o empate em 2 a 2. No quinto set, ele ainda se viu com match-points contra no 3/5, mas conseguiu tirar forças de não se sabe onde para buscar uma virada inacreditável e ganhar um jogo perdido.

Na final, a sexta no ano contra Nadal, Djokovic foi superior e bateu pela sexta vez no ano o rival, faturando seu décimo título na temporada e terceiro de Grand Slam. A supremacia total rendeu ao sérvio a confirmação de que terminaria o ano como o número um do ranking pela primeira vez na carreira.

Os brasileiros não foram bem. Bellucci perdeu de virada após abrir 2 a 0 para o israelense Dudi Sela logo na primeira rodada, perdendo a chance de enfrentar Federer na segunda fase. Mello encarou o francês Gilles Simon e fez jogo duro, caindo em batalha de cinco sets, enquanto Feijão e Rogerinho fizeram suas estréias em Grand Slams. O primeiro precisou furar o quali, mas não passou da estreia. O segundo deu sorte, entrou como lucky-loser no lugar de Robin Soderling – que não mais jogaria no ano devido a uma mononucleose – e conquistou uma vitória.

Entre as mulheres, Wozniacki e Sharapova decepcionaram, e quem chegou na decisão foi a australiana Samantha Stosur, para enfrentar a toda poderosa Serena Williams, já totalmente recuperada de lesão. E em um jogo nervoso onde a americana discutiu com a juíza de cadeira, Sam faturou seu primeiro título de Major na carreira, tirando a Austrália, um dos países com mais tradição no esporte, de uma fila de quase dez anos.

Em seguida veio a Copa Davis. Nas semifinais do Grupo Mundial, a Espanha confirmou o favoritismo diante da França e a Argentina surpreendeu fora de casa a Sérvia do combalido Djokovic, que abandonou chorando contra Juan Martin Del Potro no jogo que sacramentou a derrota dos donos da casa em Belgrado.

Enquanto, em Kazan, na Rússia, o time brasileiro lutava para surpreender os donos da casa e levar o país de volta à elite pela primeira vezdesde 2003. Depois de uma derrota de Ricardo Mello no jogo de abertura da série, Bellucci empatou na sexta-feira mesmo e Melo e Soares viraram o jogo no sábado. Bastava uma vitória no domingo para a vitória, e ela quase veio na batalha dramática entre Thomaz Bellucci e Mikhail Youzhny, em jogo vencido pelo russo no quinto set depois que o brasileiro teve dois match-points. No jogo decisivo, Mello perdeu de novo e o Brasil teve mais uma vez seu sonho adiado.

Outubro foi marcado pela briga pelas últimas vagas restantes no ATP Tour World Finals, mas quem roubou a atenção foi Andy Murray. O escocês esteve impossível na gira asiática, vencendo os torneios de Bangkok, Tóquio – com direito a pneu pra cima de Nadal na final – e o Masters 1000 de Xangai, que lhe rendeu a ascensão ao top 3, desbancando Federer para o quarto posto, ainda que por pouco tempo...
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