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Entrevista: Nalbandian sonha voltar a vencer Federer/Nadal

Quarta, 21 de dezembro 2011 às 10:17:59 AMT

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Tênis Profissional
Por Fabrizio Gallas e Vitor Paula - Ex-top 3 e atual 64º após um ano irregular onde sofreu bastante com lesões, David Nalbandian atendeu ao Tênis News por e-mail onde contou que ainda aposta em vencer Federer, Nadal e Djokovic e levantar seu 1º Grand Slam.

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David Nalbandian, 29 anos, é um dos principais nomes argentinos. Número 3 do mundo em março de 2006, ele acumula 11 títulos, sendo os mais importantes os Masters de Madri e Paris, em 2007, e a Masters Cup de Xangai em 2005, quando bateu Roger Federer numa virada espetacular de cinco sets.

Obviamente, o craque argentino ainda acredita e tem convicção que seu país ganhará uma Copa Davis após três vice-campeonatos nos últimos cinco anos.

O vice-campeão de Wimbledon 2002 e semis no Australian Open e Roland Garros será um dos destaques do Brasil Open 2012, em São Paulo. Ele ainda fez elogios ao brasileiro Thomaz Bellucci.

Tênis News: Essa não é a primeira vez que você vem ao Brasil. Em 2002, jogou no Ibirapuera contra o Guga e o Meligeni. Quais lembranças você guarda daquele momento?
David Nalbandian: Me lembro perfeitamente, apesar de já se passarem quase dez anos. Tenho boas lembranças já que era o início da minha carreira.

TN: O que você acha da chave do Brasil Open esse ano com Gilles Simon, Fernando Verdasco e o brasileiro Thomaz Bellucci?
DN: Creio que será um torneio bem duro. Gilles e Fernando são muito bons jogadores, assim como Bellucci.

TN: Você nunca enfrentou Bellucci, apenas em uma exibição. O que acha do brasileiro? Acredita que pode chegar no top 10? O que lhe falta para chegar lá?
DN: Thomaz é um excelente jogador e teve um grande primeiro semestre esse ano. Creio que ele tem um grande potencial e um futuro muito bom.
TN: Esses últimos anos têm sido difíceis para você devido aos problemas físicos. Como se sente agora para a temporada 2012? Ainda tem problemas na perna esquerda ou no quadril? Quanto esses problemas estão te limitando agora e podem te comprometer no circuito?
DN: Naturalmente estou maior e com um físico que sofreu muito ao longo da minha longa carreira. Mas neste momento me sinto muito bem fisicamente e espero competir em 2012 sem lesões.

Com tantos problemas físicos, já pensou em se aposentar? Tem algum prognóstico de quanto tempo mais jogará e quando irá se aposentar?
DN:
Não tenho uma data para pendurar a raquete. A princípio espero jogar todo o 2012, depois veremos...

Para você, qual foi o maior momento de sua carreira? Ganhar o ATP Finals contra Federer em 2005, ganhar os Masters de Madri e Paris batendo Federer e Nadal na final, a final de Wimbledon em 2002 ou algum outro?
DN:
Sem dúvidas foi ter ganho do Federer aquela final em Xangai em 2005.

E a pior frustração?
DN:
Sem dúvidas a derrota mais amarga foi a final da Copa Davis em Mar Del Plata em 2008.

Como você avalia essa derrota para a Espanha na final da Copa Davis em Sevilha?
DN:
Sei que a equipe argentina jogou bem, e isso me deixa tranqüilo. Treinamos muito, ficamos unidos, todos tinham o mesmo objetivo. Mas infelizmente não conseguimos. A equipe espanhola é melhor que a nossa atualmente no saibro e também foram muito bem nessa final.

O que você acha que falta para a Argentina ganhar a Ensaladera? DN: Nós vamos ganhá-la. Espero que possa ser em 2012 já que temos um calendários com vários jogos em casa.

Qual é seu maior objetivo na carreira agora? Além da Copa Davis, você acha que ainda tem vontade e físico suficientes para vencer um Grand Slam?
DN:
Os dois objetivos que tenho na minha carreira são esses, vencer um Grand Slam e a Copa Davis. Estou treinando bem, recuperando aos poucos meu nível de jogo e meu ritmo de quadra. Veremos o que acontece em 2012...

E você acha que ainda pode ganhar de Nadal, Federer e Djokovic como fez há alguns anos? Se sim, o que precisa fazer para derrotá-los?
DN:
Para ganhar de Nadal, Federer e Djokovic você precisa ser perfeito a partida toda. Creio que se estou bem fisicamente quando entramos em quadra, tenho 50% de chances de ganhar contra cada um deles.

Você já jogou contra Guga, e creio que sua melhor partida contra ele foi em Roland Garros, não? Quais lembranças você tem daquele jogo? E o que você pensa do Guga, dentro e fora das quadras?
DN:
Tenho boas lembranças daquela partida em Roland Garros, foi uma grande vitória. Guga é um amigo, sobretudo uma grande pessoa e um campeão dentro e fora das quadras. Por sorte tive a oportunidade de lhe dizer tudo isso pessoalmente ano passado quando recebi dele um prêmio na Argentina.

Para você, quem é o maior tenista de todos os tempos?
DN:
Sem dúvida nenhuma é Roger Federer.
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