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Retrospectiva Março/Abril – Djokovic segue imbatível. Marquito se aposenta

Sábado, 17 de dezembro 2011 às 13:23:25 AMT

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Tênis Profissional
Por Vitor Souza Paula

Dando sequência à retrospectiva 2011, vamos relembrar hoje o que de melhor aconteceu no bimestre de março e abril desse ano. O destaque mais uma vez foi Novak Djokovic, que ganhou tudo que disputou, além do adeus às quadras de um dos principais nomes brasileiros no circuito nos últimos anos, Marcos Daniel.

Março começou com a primeira rodada da Copa Davis, que não teve muitas surpresas. Os principais favoritos, como Espanha, Sérvia e Argentina, não tiveram muitas dificuldades para avançar às quartas de final.

Em seguida, vieram os primeiros Masters 1000 da temporada, disputados nos Estados Unidos. E tanto em Indian Wells, na Califórnia, como em Miami, na Flórida, Novak Djokovic e Rafael Nadal dominaram as ações. Com Murray ainda de ressaca pelo vice em Melbourne e perdendo nas primeira rodadas para Alex Bogomolov e Donald Young, e Roger Federer sem conseguir fazer frente aos rivais nas semifinais, o sérvio e o espanhol davam início à maior rivalidade do ano.

E em dois ótimos jogos, Nole superou Rafa e já acumulava quatro títulos em quatro torneios no ano, enquanto o espanhol comemorava o fim dos torneios em piso rápido e a volta do saibro, seu hábitat natural, para tentar manter seu reinado no circuito.

Em Monte Carlo, evento que abriu a gira europeia no saibro, nenhuma surpresa. Djokovic e Federer não jogaram o único Masters 1000 não-obrigatório do circuito e Nadal sobrou no torneio, faturando seu sexto título seguido no Principado. Na semana seguinte, jogando em casa, o Touro Miúra foi campeão mais uma vez, dessa vez no ATP 500 de Barcelona, vencendo na final o compatriota David Ferrer, assim como na semana anterior.

Já no final de abril, Juan Martin Del Potro dava sequência à sua recuperação com mais um título, dessa vez no saibro de Estoril (Portugal), enquanto Djokovic voltava à ação para faturar em casa o ATP 250 de Belgrado (Sérvia). Quinto título em cinco torneios pra ele no ano.

Entre as mulheres, o bimestre foi dominado por Caroline Wozniacki e Victoria Azarenka. A dinamarquesa número um do mundo se distanciou de Kim Clijsters com os títulos de Indian Wells e Charleston, enquanto a bielorrussa se aproximava das líderes do ranking com as conquistas em Miami e Marbella.

O bimestre foi marcado ainda pela notícia ruim de que Serena Williams estava com uma embolia pulmonar. Com isso, a ex-líder do ranking precisaria ficar ainda mais tempo longe das quadras. Já Clijsters, campeã do Aberto da Austrália, começou a apresentar os problemas de lesão que a prejudicariam por toda a temporada.

Entre os brasileiros, Bellucci não emplacava, enquanto o jovem Tiago Fernandes, ex-número um do mundo juvenil, fazia sua primeira final de challenger na carreira, em Recife (PE). No final do mês, uma notícia ruim foi o anúncio de aposentadoria feito pelo gaúcho Marcos Daniel, vencido pelas dores e lesões.

O veterano de 33 anos, ex-número 56 do mundo e um dos maiores vencedores do circuito Challenger com 14 títulos, abandonou as quadras após um início frustrante de temporada sem nenhuma vitória no circuito. Daniel teve sua carreira marcada por muita raça e luta dentro e fora das quadras para vencer no esporte sem patrocínio e foi um dos principais nomes do tênis nos Brasil nos últimos anos.
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