X

Ricardo Mello quer manter dominio nacional no Brasil Open 2005

Sexta, 28 de janeiro 2005 às 16:49:14 AMT

Link Curto:

Ricardo Mello
São Paulo - Na melhor fase de sua carreira, o paulista Ricardo Mello espera por uma boa participação no Brasil Open 2005 e, quem sabe, até conquistar seu segundo título da série ATP, só que em quadras brasileiras. "Foi muito bom ter sido campeão em Delray Beach (EUA), mas acredito que a sensação de conquistar um título de ATP em casa, com o apoio da torcida, deva ser muito melhor", afirma o segundo melhor tenista do país e nº 59 do mundo, que já tem presença garantida na Costa do Sauípe (BA), de 12 a 19 de fevereiro.


Mello, que começou sua ascensão no ranking a partir do segundo semestre do ano passado, já experimentou recentemente a sensação de ser ovacionado pela torcida. "No início do ano fui campeão de um Challenger, em São Paulo, e o público teve papel fundamental na minha vitória. Me levantou o tempo inteiro. Por isso, penso como seria gratificante ganhar o Brasil Open".

O paulista disputou todas as quatro edições anteriores do Brasil Open. Seu melhor resultado foram as quartas-de-final em 2001 e 2003, sendo que 2002 e 2004 não passou da primeira rodada. "Espero que a história este ano seja diferente e que eu vá bem mais longe", disse Mello, disposto a manter a hegemonia nacional no torneio.

Domínio nacional Cobrados pela ascensão no ranking internacional e títulos no circuito profissional, os tenistas brasileiros respondiam, nas últimas duas décadas, com um pedido: a realização de torneios no país. E o pedido foi atendido.

Depois de sete anos, o Brasil voltou, em 2001, a figurar no calendário da ATP com a realização do Brasil Open.

Mas a trajetória para a realização do torneio começou bem antes e foi calcada em um trabalho de negociação muito forte nos bastidores do esporte.

O articulador foi Luis Felipe Tavares, presidente da Octagon Koch Tavares, uma das principais agências de marketing esportivo do país e a promotora do Brasil Open. "Em 1995, ano difícil, quando muitos promotores quebraram, nós começamos a tratar do assunto Brasil Open. Mas ele só foi viabilizado a partir de nossa associação com a Octagon, em 1998. Sabia que se o trabalho fosse feito com seriedade o evento vingaria. Hoje, já em seu quinto ano, ele está consolidado. Mas pode e deve crescer mais", afirma Tavares.

Jogando em casa, os tenistas mostraram que tinham razão. E o maior exemplo foi Gustavo Kuerten, que ganhou em território nacional dois de seus 20 títulos. Fernando Meligeni, Flávio Saretta, Ricardo Mello, André Sá e Daniel Melo também se aproveitaram do fato de atuar dentro de casa para colecionar resultados positivos.

Na primeira edição do Brasil Open, Meligeni chegou bem pertinho da taça, mas na final não conseguiu superar o surpreendente tcheco Jan Vacek. O vice teve sabor especial na vida de Fininho, que naquele ano não era cotado entre os favoritos.

Favorito mesmo era Guga, líder do ranking mundial na época. Mas a vontade do então promissor Flávio Saretta era tão grande que ele acabou se transformando na maior surpresa do torneio, ao eliminar o catarinense logo na primeira rodada. Depois de obter seu resultado mais expressivo, Saretta ganhou confiança e só foi barrado nas quartas-de-final, mesma fase alcançada por Ricardo Mello. O paulista Alexandre Simoni foi outro destaque ao chegar na semifinal. E a torcida pode vibrar com o mineiro Daniel Melo que, em parceria com o italiano Enzo Artoni, faturou o título de duplas.

O primeiro troféu de Guga no litoral baiano foi erguido em 2002. E foi na base da garra... O catarinense ainda tentava reencontrar o caminho das vitórias, após sofrer cirurgia no quadril. Passou por quatro adversários até ter o argentino Guillermo Coria do outro lado da quadra na decisão. Foram duros 2 sets a 1, parciais de 6/7 (4) 7/5 7/6 (2), para que Guga pudesse festejar o primeiro título da sua carreira ao lado da torcida brasileira.

Naquele mesmo domingo de 2002, Guga voltou à quadra central montada no complexo da Costa do Sauípe para jogar a final de duplas. Ele e André Sá ficaram com o vice, superados por Scott Umphires e Mark Merklein.

Em 2003, a torcida assistiu ao duelo brasileiro nas quartas-de-final. Ricardo Mello foi bem até enfrentar Guga. O catarinense acabou parado na semifinal, diante do alemão Rainer Schuettler.

Em 2004, Guga voltou a experimentar a emoção de ser campeão em casa.

Devido à chuva, a final começou na noite de um sábado e terminou na tarde do domingo seguinte. Ele voltou a ter um argentino como rival, Agustín Calleri e, novamente, precisou virar o placar para brilhar com parciais de 3/6 6/2 6/3. Diante de cinco mil torcedores, foi mais uma prova que jogar em casa pode fazer a diferença. Nas duplas, Saretta e Sá chegaram as semifinais.

Fonto: DGW Comunicação
banner
banner