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Investimentos vão mudar o circuito, afirma presidente da ATP

Quarta-feira, 26-12-2007 18:08

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ATP
Como toda pessoa que vê de fora, Etienne de Villiers foi cauteloso quando saiu da Walt Disney Company em 2005, dado o desafio de dirigir as mudanças a tanto tempo necessárias de um esporte que estava definhando. Vindo da recuperação de uma cirurgia de próstata, levantou-se suspeitas quanto às habilidades do Sul Africano em dar um rumo próprio ao tênis internacional e se acreditava que ele passaria pela correnteza e voltaria, cansado e castigado, para a terra da Fantasia.

Bom, De Villiers ainda está aqui e não apenas isso, ele pretende ficar por muitos anos ainda, dando assim para os familiarizados com o tênis uma pausa para reflexão. Ele diz que não consertou tudo em 30 meses e apenas quando tudo estava parecendo relativamente tranquilo é que surgiram as acusações de compra de jogos e jogadores que nãoteriam jogado com todo seu potencial.

Não se tem um processo edificado. Dois italianos, Daniele Bracciali e Potito Starace,são os últimos a serem suspensos por apostas em partidas - por três meses e seis semanas respectivamente - apesar deles terem afirmado serem apenas os cordeiros do sacrifício.

Verdadeiro ao seu modo de trabalho, o presidente da ATP e governador do circuito masculino, tem atacado os problemas, se mantido aberto, direto e firme na crença que a vigilância é necessária para resguardar o nome do esporte contra ataques, considerando o tênis em um estado melhor que muito de seus rivais.

"Eu prefiro o tênis ao futebol, eu prefiro o tênis ao ciclismo, eu prefiro o tênis ao atletismo, eu prefiro o tênis ao beisebol," disse De Villiers, de 57 anos, essa semana. "Claro que há problemas, mas as pessoas no nosso esporte, especialmente os jogadores, estão dizendo 'Vamos fazer a coisa certa aqui.' Nós precisamos saber onde e como nosso centro de informações precisa de ajuda pois é na atualização de informações que dirige tudo."

Estando o tênis masculino em perigo de iminente explosão, De Villiers poderá estar no Aberto da Austrália no próximo mês, monitorando todos os movimentos e nuances, e ainda ele estará em Londres, dandos os retoques finais no Integrity Unit que ele acredita irá moldar a responsabilidade em caso de atividades impróprias e que requeiram ação. Ele está cobrindo o máximo possível para fazer os compromissos apropriados.

"Eu não tenho nada novo para dizer aos jogadores na Austrália. Eles sabem onde estamos, não há pontos a serem acertados.", disse ele. Claro que gostaríamos de ver Roger Federer ganhar seu décimo terceiro troféu de Gram- slam, a não ser que os jovens titãs não batam a sua porta. "Quão afortunados somos nós por ter Roger como nosso número 1, um homem que é largamente reconhecido como o maior atleta de sua geração," disse De Villiers.

Ele destaca com grande preocupação que 2008 será um ano que exigirá muito dos tenistas, com os Jogos Olímpicos em Beijing em agosto, requerendo de todos cudados com seus corpos e melhor planejamento em seus calendários que nos anos anteriores. "Os Jogos Olímpicos começam no início do verão. Isso perturba a organização do US Open e esse será o momento de maior tensão para os jogadores."

"Por isso temos uma redução de 56 homens na chave em nosso maior evento, com final de melhor de três sets, beneficiando a saúde dos jogadores. Estou certo que nossos fãs verão mais, esperançosamente um tênis melhor do que nunca, porém os tenistas terão que ser mais seletivos, então nós temos estruturado a temporada e terá oportunidades para pausas para permitir a eles estarem melhor na maior parte do tempo."

O que tem marcado De Villiers diferentemente de outros líderes do tênis é seu estusiasmo com os fãs do esporte. Os fãs querem um circuito que possam entender e isso está a caminho. Dos que seguem o esporte nos EUA - seus números estão crescendo prodigiosamente - quebraram com a obsessão nacional do esporte insular, mostrando a esses que o tênis é um esporte global é que sua história não é muito clara.

Por enquanto 2008 é um ano de transição, apesar de 2009 ser o ano em que De Villiers põe seus olhos. Serão um total de 100 milhões de doláres gastos no circuito, um acréscimo de 54% em relação a esse ano, 5 milhões de bônus serão divididos entre os melhores jogadores e 7,5 milhões serão gastos em marketing, em oposição aos 800 mil desse ano.

Cresceu o apoio aos torneios da série Master Series, que completará mil torneios em 2009, que será a pontuação dada a cada campeão dos nove torneios Masters.

"Quando começamos a tentar mexer na estrutura, muitas pessoas disseram que eu era maluco, que isso não iria acontecer,";"A diferença entre força e influência é enorme, como os governantes têm descoberto durante os anos. Nós procuramos influenciar com mudanças, não forçá-las a isso. Eu disse que nunca teríamos uma situação onde usaríamos nossos jogadores como arma para forçar as mudanças, mas usuaríamos como escudos para protegê-los deles mesmos. O próximo passo do renascimento do esporte é todos os corpos se unirem e nos movermos juntos como um único corpo."

"Nós queremos fazer da experiência com o fã algo melhor. Nós queremos falar com os torneios de Gram-slam sobre como melhor organizar a Copa Davis então essa magnífica competição estará onde deve, a frente do esporte, pois para muitos o seu significado está perdido."

Ele simplesmente quer que todos sejam honestos sobre o que é melhor para o esporte, não apenas os membros da ATP. Contra a corrupção ele diz: "Não podemos parar um determinado criminoso aproximando pessoas, querendo obter informações ou prejudicando a integridade das partidas. Isso veio abaixo para cada que se levante e sejam contados, para saberem o que é estaca e fazer a coisa certa."

"Estou confiante de que nós iremos continuar a crescer e prosperar pois é o que é inerentemente bom no tênis masculino, não o que desafia isso."

Números que contam:

Nos nove Masters Series jogados em 2007 todos tiveram participação dos melhores quatro jogadores, o que não aconteciadesde 2001.

Em 2007 o percentual de desfalques nas chaves foi de 27%, melhor índice dos últimos seis anos.

29 milhões de libras é o que a Federação Italiana tem gasto em melhorias no Foro Italico para a temporada de 2009.

100 milhões de doláres serão gastos em facilidades, promoções e premiações pela ATP no ano de 2009 - o maior investimento da história da ATP.
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