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Finalmente o Big 3 do tênis começa a abrir espaço para 'intrusos'

Quinta, 17 de junho 2021 às 13:15:36 AMT

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Tênis Profissional

Poucos esportes com grande número de seguidores tiveram uma era dourada tão clara como o tênis. Os três maiores vencedores de Grand Slams da história ainda estão na ativa e brigando palmo a palmo pelo topo.



As 14 conquistas de Pete Sampras, que pareciam absurdas em 2000, foram superadas por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic com sobras. Os dois primeiros têm 20 Grand Slams e o sérvio tem 19.

Em 2017, 2018 e 2019 só os três venceram algum dos quatro torneios – Roland Garros, Wimbledon, Aberto da Austrália e US Open. Mas tudo tem um limite e Roger Federer, com 39 anos, começou a dar sinais que pode estar chegando na reta final. Ele não conseguiu jogar em 2020 e abandonou Roland Garros nesta edição. 

Dominic Thiem já foi um intruso em 2020, tendo vencido o US Open em final contra o alemão Alexander Zverev. E ao ver as apuestas de tenis é normal que mais tenistas apareçam com algum destaque e odds competitivas.

Roland Garros tem um dono 
Se falamos no Big 3 e como eles dominam o tênis há mais de uma década, quando se fala de Roland Garros especificamente só há um nome: Rafael Nadal. 

Sua dominância em Paris beira o surreal, com 13 títulos em 17 edições, só sendo interrompido por Roger Federer, Stan Wawrinka e Novak Djokovic em anos que quase dá para falar que foi zebra. O espanhol segue sendo favorito, com Djokovic atrás e outros jogadores como o grego Stefanos Tsitsipas.

Veremos uma zebra passeando pelas quadras francesas? É mais improvável que nas inglesas...

Wimbledon é um belo teste
A grama de Wimbledon pode ser um pouco mais surpreendente. Depois de não termos edição em 2020, a competição volta em 2021 com Federer tendo se poupado para a competição e alguns tenistas buscando acabar de uma vez por todas com a soberania do top 3.

As odds já começam a refletir isso. Tanto a análise estatística como o comportamento do público já abrem mais para esses intrusos. Djokovic é o favorito com alguma folga, mas o segundo é o russo Daniil Medveved, que com apenas 25 anos já tem 10 títulos da ATP e foi vice no US Open e no Aberto da Austrália.

Sua ascensão no respeito do público veio com a vitória no ATP Finals, batendo Dominic Thiem na final, Nadal nas semis, Djokovic, Schwartzman e Zverev anteriormente.

Nadal, Federer e Tsitsipas estão basicamente em igualdade de condições para os apostadores, com Zverev, Rublev e Thiem completando a lista dos maiores favoritos. 

Uma era dos “vovôs” nos esportes
A grande evolução na rotina dos atletas, desde o maior entendimento sobre o benefício da alimentação e descanso, treinamentos inteligentes e personalizados e o avanço na medicina esportiva em geral, possibilitou a extensão das carreiras dos atletas profissionais.

Claro que não é uma regra, mas é mais comum ver jogadores com auges prolongados e se aproximando ou até ultrapassando os 40 anos jogando em alto nível.

Tom Brady venceu mais um Super Bowl aos 43 anos de idade. LeBron James segue em excelente fase aos 36 anos. Cristiano Ronaldo também tem 36 anos e segue com um físico impressionante.

O tênis não é diferente. Não sabemos se Roger Federer se recuperará depois de uma cirurgia no joelho direito e um 2020 de descanso, mas em 2019 ele estava na final de Wimbledon aos 37 anos e teve totais chances de vencer. Sua desistência de Roland Garros é preocupante, mas ele estava vencendo.

Rafael Nadal é um exemplo de superação há tempos. Com 35 anos recém-completados, o espanhol teve diversas lesões durante sua carreira, inclusive em seus primeiros passos como profissional, mas sempre conseguiu retornar. Se normalmente uma grande quantidade de cirurgias reduz a carreira de muitos atletas, Nadal conseguiu quebrar essa regra e teve um excelente 2020.

Por fim, Novak Djokovic aos 34 anos está em um de seus muitos auges, tendo vencido na Austrália pela nona vez e com um recorde de semanas no topo do ranking mundial. 

Ao mesmo tempo que os auges foram estendidos, muitos tenistas ficaram pelo caminho esperando que esses nomes finalmente saíssem de cena ou caíssem de rendimento. Andy Murray, Juan Martin del Potro, Stan Wawrinka, Jo-Wilfried Tsonga e muitos outros. 

Portanto se esses novos tenistas podem ter mais esperanças porque os anos passam, não dá para confiar muito apenas em uma decadência natural porque os três desafiam as expectativas a todo momento. Tsitsipas, Thiem, Zverev e Medvedev vão ter que fazer por onde e bater muito na bolinha para começar a dominar nos grand slams e interromper os anos e anos de domínio completo.

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