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Mahut diz ser parte de uma minoria no tênis: 'Muitos repensarão suas carreiras'

Quinta-feira, 14-05-2020 14:06

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Tênis Profissional

Após dois meses longe das quadras em razão da crise sanitária da COVID-19, o francês Nicolas Mahut treinou e conversou com os jornalistas e além de explicar como foi a volta e o que espera, falou da situação econômica dos atletas.



Mahut treinou sobre olhar atento de seu treinador Nicolas Copin e contou que permaneceu em contato tanto com Copin como com seu outro treinador Nicolas Renavand, durante toda a quarentena. Porém, este é um luxo que poucos profissionais do circuito podem ter, em suas palavras.

""Acho que foi muito complicado para todos os jogadores, não ter torneios, mas também foi complicado para todo o ecossistema ao redor de cada tenista. Tive a sorte de ter ótimas temporadas em anos anteriores, o que me permite continuar pagando agora a minha equipe, mas é óbvio que, se a situação continuasse assim [circuito parado], seria complicado. Somos uma pequena minoria que pode pagar [pela manutenção da equipe].Inevitavelmente, não há mais bônus por desempenho [que é uma bonificação financeira à equipe de acordo com os resultados do tenista a cada semana], mas, de qualquer forma, os salários fixos estão lá para que eles possam continuar a viver. Mas há problemas, em academias all-in [Sistema de contrato em que o tenista pagar por tudo: quadra, academia, treinadores e que só faz pagamento em caso de uso] e há outros jogadores com classificação mais baixa e, para eles, é ainda mais difícil", reconheceu.

Para Mahut, este período pode levar alguns profissionais a questionarem a decisão de serem profissionais do esporte: "Diretamente, não tive essas discussões com outros jogadores, mas essa é a realidade do circuito. E devemos esperar para ver a ajuda que será trazida. Existem jogadores que se encontrarão em grande dificuldade. É também por isso que a Federação tem um plano de financiamento de 35 milhões, acredito, que ainda precisa ser definido: será através de torneios organizados ou através de doações? Existem jogadores que terão problemas. E não é como uma lesão, aqui é um sentimento diferente porque não estávamos de férias, não fomos lesionados, é uma situação muito complexa de administrar. Mesmo que eu tenha uma longa carreira e muitos anos nisso, é algo novo e uma nova experiência para mim", finalizou.

Foto: Tennis Actu

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