X

Um início perfeito para a nova geração brasileira no Rio Open

Terça, 18 de fevereiro 2020 às 11:59:28 AMT

Link Curto:

Tênis Profissional

Por Gustavo Loio - Não poderia ter recomeçado melhor o sonho brasileiro de, enfim, saborear um título do Rio Open. Afinal, o dia de abertura da chave principal do maior torneio do continente trouxe duas grandes vitórias.



 

Veja mais posts de Gustavo Loio!

 

Especialmente nas duplas, o Brasil já bateu na trave algumas vezes no Jockey Club. E Orlando Luz, de 22 anos,  e Rafael Matos, de 24, não poderiam ter um desafio maior na estreia:  os multicampeões de Grand Slam colombianos Robert Farah e Juan Sebastian Cabal, líderes do ranking mundial. Pois a jovem dupla de anfitriões desbancou os atuais campeões de Wimbledon e do US Open (e tri do Rio Open) logo na estreia.


O triunfo de Orlandinho e Matos significa dizer que o Brasil tem a chance de ter mais todas suas cinco duplas nas quartas de final, aumentando ainda mais a possobilidade de uma inédita final entre anfitriões. O que seria perfeito para a torcida brasileira. Na próxima fase, já nas quartas, Luz e Matos podem duelar contra Thiago Monteiro e Felipe Meligeni.  Já os mineiros Bruno Soares e Marcelo Melo e o gaúcho Marcelo Demoliner estão do outro lado da chave. Cada um com seu respectivo parceiro. 


Falando agora das simples, é lógico que o caminho dos donos da casa é bem mais árduo. Tanto que todos precisaram de convites para jogar a chave principal. A concorrência é fortíssima. Mas a fantástica vitória do jovem paranaense Thiago Wild, do Instituto Tennis Route, na mais longa partida da história do torneio, foi um maravilhoso cartão de visitas.


Wild, que completa 20 anos mês que vem, mostrou personalidade, entre outras virtudes, no incrível e dramático triunfo sobre o espanhol Alejandro Fokina, número 90 do mundo. Nas oitavas, o brasileiro, número 206 do ranking, poderá desafiar o croata Borna Coric, quarto favorito. No Rio Open é uma pedreira atrás da outra, mas vai ser bem interessante ver até onde o pupilo de João Zwetsch chegará.  


O único brasileiro campeão juvenil do US Open na história sabe como poucos do país chamar a torcida durante uma partida. Uma pena que alguns torcedores tenham extrapolado na segunda-feira e xingado o espanhol. É muita vergonha alheia ver o árbitro de cadeira ter que pedir pra torcida se comportar civilizadamente. Por mais que sejamos o país do futebol, alguns, infelizmente, ainda não sabem torcer em um jogo de tênis. Parecem estar numa arquibancada de futebol, onde os xingamentos são tão comuns. 


Nunca é demais esperar da torcida educação, respeito aos rivais,  por mais que se queira ver os brasileiros avançando. Nesta terça, Monteiro e Meligeni estreiam nas simples. Tomara que a torcida se comporte bem contra, respectivamente, o argentino Guido Pella e o austríaco Dominic Thiem. Tem tudo para ser mais uma rodada repleta de emoção no Jockey Club. 

 

Sobre Gustavo Loio:

Jornalista formado em 1999 e pós-graduado em Assessoria de Comunicação, já trabalhou com Gustavo Kuerten. E, também, nas redações da Infoglobo (O Globo, Extra e Época), do Diário Lance! e do Jornal O Dia, além do site oficial do Pan de 2007, no Rio.