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Top Spin - Fognini é a maior diversão

Quarta, 22 de janeiro 2020 às 20:15:34 AMT
Tênis Profissional

Por Gustavo Loio - A geração atual do tênis mundial vale ouro. Os destaques, claro, são o suíço Roger Federer, dono de 20 Grand Slams, o espanhol Rafael Nadal, 19, e o sérvio Novak Djokovic, 16, os três maiores da história.



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Mas há, também, aqueles que cativam o público pelo carisma e pelas ‘maluquices’ em quadra, aliados a um talento fora do comum. São os showmen. Nesse tempo quesito, um dos melhores exemplos atende pelo nome de Fabio Fognini.

Esse genial e genioso italiano é avesso às entrevistas exclusivas. Mas tive a sorte de conversar por mais de 15 minutos com Fognini há dois anos, durante o Rio Open. Ele estava super à vontade e curti demais a entrevista. Em uma de suas melhores respostas, ele confirmou que se identifica com o polêmico John McEnroe. Mas reconheceu, sem esconder o sorriso, que o americano ganhou muito mais do que ele.

E foi também no Rio Open, três anos antes, que Fognini conquistou uma de suas maiores vitórias na carreira: contra Nadal e no saibro. Foi o primeiro de seus quatro triunfos em 12 jogos contra o atual líder do ranking.

Voltando aos dias atuais, muitos jogos desse italiano, número 12 do mundo, são um show à parte. Só neste Aberto da Austrália, foram dois duelos carregados com boa dose de dramaticidade. Ambos decididos no supertiebreak do quinto set.

Nesta quarta-feira, quem ficou pelo caminho foi o anfitrião Jordan Thompson, número 66 do mundo. A derrota foi por 7/6 (4), 6/1, 3/6, 4/6 e 10/4, após 4h05m.

Oscilar durante uma partida costuma fazer parte dos shows de Fabio. No supertiebreak, por exemplo, ele cometeu uma dupla-falta quando sacava em 2/1. Ao fim da partida, jogou a raquete para o alto e levou as mãos aos ouvidos, sugerindo aplausos do público.

Na estreia, contra o americano Reilly Opelka, o número 12 do mundo perdeu os dois primeiros sets e conquistou a incrível virada. Durante a batalha, feriu a própria mão ao socar a raquete. Cena raríssima no tênis, digna do figuraça italiano.

Contra o argentino Guido Pella, na próxima rodada, Fognini terá nova pedreira pela frente. No entanto, é certo que ele vai lutar até o fim. Mesmo porque, como diz um dos sucessos do Queen, o show não pode parar.

 

Sobre Gustavo Loio:

Jornalista formado em 1999 e pós-graduado em Assessoria de Comunicação, já trabalhou com Gustavo Kuerten. E, também, nas redações da Infoglobo (O Globo, Extra e Época), do Diário Lance! e do Jornal O Dia, além do site oficial do Pan de 2007, no Rio.