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As 10 novas tenistas que brilharam na WTA em 2019

Quinta, 05 de dezembro 2019 às 14:00:00 AMT

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Tênis Profissional

Por Ariane Ferreira - O circuito feminino nos últimos anos, apesar de dominado por Serena Williams, tem apresentado sempre um “rosto” novo e em 2019 não foi diferente. Por esta razão, o Tênis News separou uma lista com os 10 destaques da WTA.



A lista não é uma lista de décima a primeira, mas uma seleção de atletas jovens que surgiram ou solidificaram sua carreira na atual temporada e podem seguir conquistando seu espaço no circuito profissional.

Dayana Yastremska

A ucraniana, de 19 anos, abriu a temporada como 58ª do ranking, surpreendeu com uma inesperada terceira rodada no Australian Open, onde viveu um drama familiar ao ver a mãe hospitalizada e perto de perder a visão do olho direito após um incidente com uma garrafa de espumante aberta em celebração ao avanço de Dayana na chave em Melbourne.

Mesmo com os problemas familiares, a ucraniana conquistou na semana seguinte o título de Hua Hin, na Tailândia, conquistou o título de Strasbourgo em maio e chegou ao posto de 22ª, seu melhor ranking.

 

Karolina Muchova

Aos 23 anos, Muchova é a mais velha desta lista, mas teve um ganho representativo de 120 posições no ranking durante 2019 abrindo como 141ª e finalizando como 21ª. A tcheca abriu a temporada furando alguns torneios qualificatórios e somando pontos importantes. Em maio fez final em Praga e três semana depois surpreendeu fazendo quartas de final em Wimbledon. O ano seguiu com algumas boas vitórias e em setembro conquistou o título em Seul, na Coreia do Sul. O ano finalizou com semifinal no WTA se Zhuhai, na China.

 

Elena Rybakina

Aos 20 anos, a cazaque Elena Rybakina apresentou uma das grandes evoluções do ranking feminino, abrindo a temporada como 175ª do mundo e finalizou como 36ª, seu melhor ranking, numa subida de 139 posições.

O ano da cazaque começou com final em um ITF US$ 60 mil na Austrália, a conquista de outro do mesmo nível após cair no quali do Australian Open, e um novo título em ITF disputado na Rússia. Em junho, furou o quali e fez semi na grama do International de ‘s-Hertogenbosch e ainda foi vice-campeã em Nanchang, na China, e Bucareste, na Romênia.   

 

Veronika Kudermetova

A russa, de 22 anos abriu o ano como 112ª do mundo sob comando de Sergei Demekhine, que levou Vera Kuznetsova a duas finais de Grand Slam. Em março conquistou seu primeiro título no WTA 125k de Guadalajara e foi conquistando campanhas como semifinais em ‘s-Hertogenbosch, na Holanda, Tianjin, na China, e Hiroshima, no Japão.

Nas duplas fez final em Lugano, na Suíça, e Charleston, nos Estados Unidos e venceu o Premier de Wuhan, na China.

 

Iga Swiatek

Aos 18 anos, a polonesa Iga Swiatek surge como a principal esperança do tênis feminino de seu país, após a era Agnieszka Radwanska. Abriu o ano surpreendendo ao furar o quali do Australian Open e em abril fez sua primeira final em nível WTA em Lugano, na Suíça. A temporada seguiu com alguns bons resultados, o mais importante deles terceira rodada no Premier de Toronto, no Canadá, onde furou o quali e chegou a bater Caroline Wozniacki.

O ano de Iga acabou no US Open, caindo na segunda rodada. A tenista, que finaliza 2019 como 60ª, abriu o ano como 174ª e chegou a ser 49ª do mundo numa subida de 125 colocações.

 

Sofia Kenin

Nascida na Rússia, Kenin formou-se tenista nos Estados Unidos e foi curiosamente formada com educação doméstica, sem frequentar regularmente escolas. Em 2019, abriu o ano sendo campeã nas duplas em Auckland ao lado da canadense Eugenie Bouchard. Na semana seguinte foi campeã em simples em Hobart, erguendo o primeiro troféu WTA de sua carreira, que somou-se aos títulos na grama espanhola de Mallorca e no piso rápido chinês de Guangzhou. Na China ainda conquistou o título nas duplas em Pequim ao lado de Bethanie Mattek Sands.

Kenin abriu o ano como 48ª, chegou a ser 12ª e finalizou o ano como 14ª.

 

Marketa Vondrousova

A canhota tcheca de apenas 20 anos, já havia chamado a atenção do mais atento fã de tênis ao conquistar o título de Biel, na Suíça, saindo do qualificatório com apenas 17 anos em 2017. Este ano, Vondrousova abriu como 50ª da WTA e manteve consistência na temporada de saibro, fez finais nos Internationals de Budapeste, Istambul e surpreendeu ao chegar à final de Roland Garros.

Após a grande campanha em Paris, a canhota passou a lutar com uma lesão no punho, tentou jogar na grama de Eastbourne e Wimbledon e acabou encerrando precocemente a temporada.

 

Amanda Anisimova

Aos 18 anos, a norte-americana de origem russa, Amanda Anisimova, viveu em 2019 a temporada de consolidação dentro do top 100, tendo aberto o ano entre as 95 melhores do mundo e finalizou como 29ª, tendo alcançado o posto de 21ª em outubro.

Anisimova abriu o ano gerando muitas expectativas no público norte-americano, fez oitavas de final no Australian Open tendo batido Aryna Sabalenka na chave e caído nas oitavas diante da tcheca petra Kvitova.

Em abril, ergueu seu primeiro título em nível WTA em Bogotá, na Colômbia, onde abriu a campanha vencendo a vice-campeã de Wimbledon 2013, a alemã Sabine Lisicki, frustrando a brasileira Beatriz Haddad Maia na semifinal.

A melhor fase da jogadora esteve em Roland Garros, onde fez semifinal, tendo batido mais uma vez no ano Sabalenka e surpreendendo nas quartas a então campeã do torneio, Simona Halep.

 

Coco Gauff

Com toda a certeza, a norte-americana Coco Gauff, de apenas 15 anos, é a maior revelação da temporada 2019, após Andreescu. A tenista, subiu nada menos de 618 posições no ranking da WTA, jogando todos os torneios profissionais possíveis em paralelo ao circuito juvenil.

A jovem, que começou a temporada jogando torneios ITF tendo inclusive feito uma final em torneio do circuito prévio ao WTA Premier Mandatory de Indian Wells. A temporada seguiu, e a jovem optou por arriscar jogar o quali de Wimbledon, mesmo podendo jogar o juvenil, e repetiu o feito da ucraniana Marta Kostyuk,então com 15 anos, no Australian Open de 2018. 

Na grama de Londres, Gauff tornou-se a mais jovem da história a disputar a chave principal do torneio, na estreia bateu a veterana Venus Williams, tendo salvou match-points nas oitavas contra a eslovena Polona Hercog e caiu nas quartas para a campeã Simona Halep.

Gauff tornou-se a mais jovem tenista da década a levantar um título WTA, após entrar na chave do torneio de Linz, na Áustria, como lucky-loser. 

 

Bianca Andreescu

Aos 19 anos, a jovem canadense de origem romena surpreendeu o mundo do tênis na primeira semana do ano, saindo do qualificatório para chegar a final do WTA de Auckland, onde foi vice-campeã tendo derrotado na segunda rodada a então número 3, Caroline Wozniacki. No fim do mês, conquistou o ITF 125. A canadense abriu março campeã do Premier Mandatory de Indian Wells batendo nas rodadas finais Garbiñe Muguruza, Elina Svitolina e Angelique Kerber.

A partir de Miami, a tenista passou a lutar contra uma lesão no ombro, voltou em Roland Garros onde abandonou na segunda rodada e seguiu fora até a disputa do Premier 5 de Toronto onde foi campeã, descansou duas semanas e retornou para conquistar o maior título da carreira no US Open, derrubando na grande final Serena Williams.

Andreescu apresentou a melhor performance do ano, abriu a temporada como 152ª do mundo, foi quarta em outubro, e fechou o ano como quinta. Um ganho de 147 posições.