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Desolado, Berdych lamenta que este possa ter sido seu último Grand Slam

Terça, 27 de agosto 2019 às 17:51:51 AMT

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Tênis Profissional

Após passar seis anos ininterruptos dentro do top 10 e quase uma década dentre os 20 melhores do ranking, o tcheco Tomas Berdych está perto de sair do Top 100. Assolado por lesões e derrotado na estreia do US Open, o tenista de 33 anos conversou com a imprensa de forma bastante melancólica.



“Não vou avaliar essa partida, pois estive perto de desistir. Tive que ter muita força de vontade para seguir em quadra. É desesperador ver surgir um novo problema físico. Estou sentindo muitas dores no quadril, não consigo sacar bem e está quase impossível para mim flexionar os joelhos e agachar”, reconheceu o tenista tcheco, que ainda deixou claro que o panorama de seu futuro não é dos mais animadores.

“Lutei muito nos últimos meses, treinei pesado todo o verão e estava confiante que conseguiria colher os frutos desse sacrifício. Vim para Nova York com sérias aspirações, acho que é por isso que estou tão sentido e apenas me passam pela cabeça decisões drásticas e negativas”, deixou no ar.

“Preciso tentar me tranquilizar, não quero tomar decisões precipitadas. Amo o tênis, é como uma droga para mim, não posso comparar com nada em minha vida o que sinto quanto estou em quadra competindo. Gostaria muito de voltar a estar bem para desfrutar desta minha paixão, mas meus planos para o futuro desapareceram com a partida de hoje”, declarou, despertando uma enxurrada de perguntas sobre sua aposentadoria.

“É pouco realista pensar que posso voltar a jogar em um bom nível. Muitas coisas teriam que puder, e o pior é que não se o que posso fazer para tentar isso, não depende de mim. Uma cirurgia me deixaria cinco meses fora e me dizem que a porcentagem de sucesso é de uns 50%, de modo que não é uma solução”, explicou, esclarecendo se tratar de uma lesão diferente da do britânico Andy Murray, que não afeta seu dia a dia fora do tênis.

“É um problema crônico. Meu estilo de jogo me levou a um grande desgaste no quadril. Em setembro tentarei jogar em São Petersburgo e Zhuhai, em seguida vou para Tóquio ou Pequim. O mais provável é que este tenha sido meu último Grand Slam, mas veremos como as coisas se desenrolam”, concluiu o tcheco, visivelmente abatido.