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Diretor comemora edição do Rio Open apesar de baixa adesão de tops

Domingo, 24 de fevereiro 2019 às 22:59:34 AMT

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Tênis Profissional

Por Marden Diller e Fabrizio Gallas – Durante sua coletiva de final de torneio, tradicionalmente realizada após a decisão da chave de simples, o diretor do Rio Open, Lui Carvalho, celebrou o sucesso do evento e revelou alguns dados da edição 2019.



“Vou resgatar 15 dias atrás. Passou um mini furacão no Rio de Janeiro que afetou bastante o torneio”, relembrou o diretor sobre a violenta chuva que atingiu a cidade no dia 6 de fevereiro. “A área do Leblon Boulevard foi totalmente devastada, era uma cena de tornado. A Quadra Central ficou parecendo uma piscina Olímpica. Mas tivemos sorte que não foi semana do evento, senão teria sido muito pior. Tivemos que virar noites, trabalhando loucamente para colocar tudo no lugar para o quali no primeiro sábado. Na segunda-feira tivemos o primeiro dia em 6 anos que não conseguimos fazer jogos no primeiro dia de torneio em razão da chuva. Foram 16 jogos de simples na terça-feira, tivemos que atrasar o início da chave de duplas, mas acabou tudo bem”.

Em 2019 o torneio teve apenas quatro nomes dentre os 20 melhores tenistas do ranking, uma média diferente do que apresentou nas cinco primeiras edições. Apesar disso, o diretor garante que o sucesso de público foi absoluto.

“A gente gostaria de ter tido mais atletas, mas ao mesmo tempo achamos que não afetou a entrega do evento. Foi um sucesso de público, todo mundo gostando. Não temos que mudar nada, fazemos os aportes aos tenistas a partir de março. Já estamos carecas de conhecer os agentes, empresários dos atletas e etc.. Esse ano não vingou, mas quem sabe ano que vem não conseguimos trazer um Cilic e um Monfils”, comentou. “Essa semana foi boa pois provou que o torneio está ganhando corpo e as pessoas estão gostando de assistir os jogos aqui e os tenistas gostam de vir jogar no Rio de Janeiro”.

No último ano houve uma mudança no governo do estado do Rio de Janeiro, que prejudicou a liberação da verba do incentivo ao esporte. Mesmo sendo um ponto vital no desenvolvimento dos eventos, Carvalho garante que, se for necessário, o torneio encontrará outros meios.

“Achamos as leis de incentivo muito importantes, são parte vital para a realização do evento. Ano passado foi um ano de eleição e isso acaba atrapalhando um pouco em um processo natural pela troca de governo, mas a gente trabalha com o que tem. Se não tivéssemos, teríamos que achar outra forma. Mas caso esse evento continue com muita dificuldade e não consiga a aprovação do incentivo, teremos que encontrar um caminho. Eu acho essas leis muito importantes e o que os eventos dão em troca é muito importante para a sociedade, como apoio de projeto social, ingressos meia entrada, descontos, e muitas formas que o evento viabiliza a presença das pessoas e busca se tornar cada vez mais democrático. Acho que as leis estão aí para viabilizar e não atrapalhar”.

Pouco antes do início da edição 2019, a tenista Bia Maia e as meninas do time brasileiro da Fed Cup lançaram uma campanha nas redes sociais para pedir o retorno do torneio feminino do Rio Open, que atualmente está cedido à Budapeste. Com o fim do contrato neste ano, Carvalho garante que até o fim do ano a decisão será tomada.

“Não tem nada definido ainda. Começamos a conversar sobre isso essa semana e precisamos definir entre Wimbledon e US Open o que vamos fazer. Entraremos em opções, pois não sabemos se ficaremos com a mesma data ou se a mudaremos. Agora vamos definir o que faremos, pois é realmente o último ano do contrato de Budapeste”.

 

Esperança de quadra dura para 2020

Para o próximo ano o diretor acredita que a ausência de grandes nomes em 2019 seja uma argumentação forte para a mudança de piso desejada há tanto tempo pelo Rio Open.

“É difícil fazer previsões para 2020, o evento acabou de acabar. Continuaremos lutando pela questão da quadra dura. Achamos que esse ano, mais que todos os anos, pela dificuldade de captar os atletas temos essa argumentação para mudar isso no conselho da ATP. Temos muitas coisinhas que ainda temos que melhorar no evento, melhorando o serviço, melhorando a estrutura para os atletas. Seguiremos fazendo muito mais coisas para chegar no nível dos grandes ATP 500”.