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Bellucci e Rogerinho lamentam: ‘Sensação é de frustração e alegria’

Domingo, 24 de fevereiro 2019 às 00:20:05 AMT

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Tênis Profissional

Por Fabrizio Gallas e Marden Diller – A esperança de ver uma dupla brasileira levantar o título do maior torneio de tênis disputado em solo nacional deu lugar a tristeza do vice-campeonato quando Rogerio Dutra Silva e Thomaz Bellucci foram superados na decisão do Rio Open.



Em entrevista coletiva após a partida, os parceiros lamentaram o resultado indesejado, na mesma medida que exaltaram a boa semana vivida e destacaram aprendizados com a jornada no torneio carioca.

“A gente vai aprendendo ao longo do nosso caminho. Temos que tirar os pontos positivos, tenho que agradecer ao Thomaz pela ótima semana. Foi tudo muito bom em todos os aspectos, quando ganhamos estávamos juntos, quando perdemos estamos juntos. Queríamos trazer o caneco de campeão pela primeira vez. Mas acima de tudo a sensação em quadra foi muito boa por parte da torcida”.

Bellucci, por sua vez, comentou que se sente alegre pela boa semana, mas apontou um incômodo grande com seu serviço, a parte de seu jogo que mais tem trabalhado nas últimas semanas.

“A sensação é de frustração e de alegria por ter feito uma boa semana. Acho que o saque é uma coisa que tem me incomodado nos últimos torneios. No último ano eu abaixei um pouco o nível do meu saque. É uma das coisas que mais tenho trabalhado ultimamente. Não saquei bem essa semana”, explicou, antes de lamentar a questão das duas duplas faltas no final do jogo. “Poderia ter colocado os saques na quadra nos dois últimos pontos. Mas é muita a pressão de jogar em casa. Estávamos mais pressionados que eles por estar jogando em casa, então é muito difícil jogar assim com pressão quando você não tem confiança num golpe”.

“Estamos feliz no geral. Temos que saber lidar com essas coisas. Essa semana vamos jogar um novo torneio, enfrentar outras pessoas que farão duas duplas faltas e assim é o tênis né, um dia se perde e outro dia se ganha”, refletiu.

Durante um bom tempo, Bellucci trabalhou com o psicólogo Douglas Maluf, buscando solucionar os diversos apagões que o brasileiro tinha em quadra em momentos decisivos. Indagado se o mental pesou nos momentos finais, o tenista rebateu.

“Não acho que a parte mental tenha sido determinante por eu fazer um ano ruim. Não acho que tenha perdido todos os jogos pelo mental, talvez uma parte deles. Não trabalho mais com o Douglas, mas temos uma grande amizade, conversamos bastante. Hoje eu faço o trabalho com outra pessoa nos Estados Unidos, seguindo a mesma linha”.

Rogerinho, por sua vez, comentou que o peso na hora de fechar uma partida como a deste sábado vem muito mais da vontade de ser campeão do que de qualquer outro fator alheio.

“A pressão nem tanto, mas talvez uma ansiedade ou nervosismo a mais na hora de fechar a partida faça a diferença. Para a gente, ganhar um título em casa vale mais do que vale para eles vencer um título no Brasil. Talvez isso tenha pesado um pouco mais. Soubemos lidar bem com isso durante a partida e, mesmo tendo sido nossa pior partida da semana, tivemos chance de vencer. E o clima de Copa Davis foi incrível, é muito motivador para nós poder jogar nessa atmosfera”.

Sobre a próxima semana, em São Paulo, Rogerinho tem um pensamento bem fixo. “Eu acho que a gente tem que seguir o que estamos fazendo. Foi uma das piores partidas que jogamos na semana. Precisamos seguir nessa linha, melhorar uma coisinha aqui e ali, é o segundo torneio que seguimos jogando. E vamos usar o fator casa. Temos mais uma oportunidade de, quem sabe, conquistar o título semana que vem”.