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Presidente da AAT assinala apoio a tenista que denunciou máfia das apostas

Segunda, 18 de fevereiro 2019 às 16:13:18 AMT

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Tênis Profissional

O presidente da Associação Argentina de Tênis (AAT), o ex-top 16, Agustin Calleri, conversou com a imprensa no ATP 250 de Buenos Aires, na Argentina, e ao lado do capitão do país na Copa Davis, o ex-top 5 Gaston Gaudio, deu apoio a Marco Trungelliti.



Entenda: Trungelliti ganhou os holofotes ao falar publicamente sobre uma denuncia que fez em 2015 à Unidade de Integridade do Tênis (TIU), a respeito de um contato feito por uma pessoa ligada à máfia das apostas com a venda de resultados de jogos e que gerou a punição de três de seus compatriotas. Mesmo tendo deixado público que não sabia do envolvimento destes compatriotas e que denunciou apenas o contato, Marco Trungelitti relatou represálias sofridas por parte dos colegas. (relembre o caso).

Exatamente por isso, Calleri foi questionado sobre sua posição enquanto autoridade máxima do tênis no país: "O que falei com ele [Trungelliti] especificamente, não posso falar. Sim, que nos falamos e dei a ele nosso apoio, o que ele fez foi o correto: denunciar quando alguém quer tentar que você combine um resultado de jogo. É preciso acabar com o flagelo das apostas".

Calleri seguiu explicando os procedimentos da AAT para evitar a situação parecida com a que aconteceu com Nicolas Kicker, Federico Coria e Patricio Heras. "Nem bem começou nossa gestão aconteceu a situação de Kicker em Roland Garros, daí começamos a conversar com o TIU. Mariano [Zabaleta; vice-presidente da AAT) teve uma reunião com representantes do TIU aqui em Buenos Aires para começar a trabalhar em um protocolo para erradicar o flagelo das apostas e começar a capacitar os juvenis que estão próximo do profissional e a seus treinadores. É preciso capacitar e ensinar a todos o que acontece neste mundo das apostas. É preciso explicar o que acontece ao se envolver neste mundo, que é uma máfia. Temos que começar a trabalhar para evitar este tipo de coisas e que os meninos sejam conscientizados do que acontecerá com eles caso se envolvam", comentou.

Ao lado de Calleri, Zabaleta explicou que o fato de torneios menores não serem necessariamente transmitidos ao vivo, facilitam a ação dos apostadores e por isso tem trabalhado para evitar este lado. O vice-presidente da ATT ainda contou que tem assistido tanto os jogadores punidos como Trungelliti, porque passar pelo processo de denúncia e investigação é emocionalmente complicado. "Por menos responsabilidades que tenham, é impossível jogar ou ter uma vida normal em meio a uma investigação", pontuou.