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ITF realiza mais testes antidoping no último trimestre de 2018 que em todo 2017

Terça, 05 de fevereiro 2019 às 12:25:00 AMT

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Tênis Profissional

A Federação Internacional de Tênis (ITF) emitiu nesta semana o último relatório com números de testes antidoping realizados no último trimestre de 2018 e o número apenas deste período é superior a todo 2017.



O Programa Antidoping do Tênis (TADP) realizou 6938 testes de todos os tipo em homens e mulheres que competiram no circuito mundial de tênis em torneios nível ITF, ATP, WTA e Grand Slam

Dos exames realizado durante uma competição, os números ficaram a seguinte forma: 2100 teste de urina foram colhidos de homens contra 1574 de mulheres; 46 testes de sangue foram feitos em homens somados a 47 de mulheres; outros 55 testes duplos (urina e sangue na mesma coleta) foram realizado em homens e 48 em mulheres.

Já fora da competição, 559 homens realizaram testes de urina somados a 538 mulheres; 449 testes de sangue foram realizados em homens e outros 435 em mulheres; Os testes de coleta dupla foram 555 de homens e 532 de mulheres.

O exames 'fora de competição' são realizados de maneira surpresa, via sorteio,na qual a equipe ITF/TADP-WADA mais próxima da localização do atleta é deslocada para a realização. Qualquer tenista pode ser testado em casa, fase de pré-temporada ou mesmo férias. Exatamente por isso, dentro das regras do TADP, são obrigados a informar constantemente as autoridades do esporte sua localização.

Método seguro de localização

Muitas vezes esta localização é falha e se recorrente pode gerar punição aos atletas, como ocorreu em 2018 com a francesa Alizé Cornet que não estava presente em três testes realizados fora de competição em 2017. Pensando nisso, a ITF elaborou o 'Testing Pool' que consiste numa fiscalização maior de atletas em deslocamento e fora de competição. Em dezembro passado foi divulgada uma lista com 249 atletas de todos os países que serão monitorados de perto. Pelo Brasil estão na lista Thomaz Bellucci, Bruno Soares e Ymanitu Silva, do tênis em cadeira de rodas. 

Nomes importantes como Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic, Serena e Venus Williams, Victoria Azarenka, Petra Kvitova, Naomi Osaka e Juan Martín del Potro estão na lista, que pode ser conferida na íntegra aqui.

Dados importantes

De acordo com a ITF, o Comitê da TUE, siga em inglês para: Exceções de Uso Terapêutico, que avalia os atestados apresentados por atletas para justificar a necessidade do uso de um medicamento que pode conter substâncias da lista de proibidos por uma questão de saúde, sem acesso a droga alternativa, analisou 88 pedidos deste tipo apenas no quarto trimestre de 2018, um número 29% maior que em todo 2017. Destes pedidos 80 foram aceitos pelo Comitê TUE e oito negados.

A ITF ainda ressalta a desburocratização do sistema de aplicações para o TUE, que em 2017 demorava cerca de 4 dias e meio para ter a aplicação finalizada e agora é de um dia e meio.

O relatório ainda aponta que 4175 amostras foram armazenadas para futuras re-analises e para testes novos ou mais sensíveis a substâncias proibidas.

O documento traz ainda a informação que o aplicativo do Programa Anti-Doping do Tênis foi baixado por atletas 1660 vezes e o curso ITF Knowledge, que traz o conhecimento sobre todo o sistema de regras vinculadas as atividades legais do esporte, foi 5035 vezes de 8426 iniciados.