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Federer se emociona ao recordar treinador morto em um acidente de carro

Segunda, 07 de janeiro 2019 às 12:48:05 AMT

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Tênis Profissional

O suíço Roger Federer, atual campeão do Australian Open, concedeu uma entrevista a CNN no qual recordou seu treinador de tempos de juvenil Peter Carter, que faleceu em 2002 vítima de um acidente de carro. Federer chorou ao relembrar do mentor.



A entrevista começa com o suíço dizendo que se sente bem, jogando bem e que se sente confiante em defender o título, já que é dono das duas últimas edições do Australian Open. 

Federer pontuou que ama jogar na Austrália: "Amo a Austrália. Amo jogar em Melbourne, onde me conecto com o lugar e as lendas que eu admiro, os treinadores que tive, Tony Roach e Peter Carter. [A Austrália] tem sido uma incrível inspiração e importante na minha vida. 

Vítima de um acidente durante sua lua de mel, Carter descobriu Federer ainda criança, na sua cidade natal na Basileia, quando ali esteve para uma competição de clubes. Com Carter, o suíço teve aulas e o viu investir em seu talento.

Roger Federer contou que Carter, natural da cidade de Adelaide, era amigo próximo de Darren Cahill, que recentemente teve muito sucesso como treinador da romena Simona Halep, mas que foi o mentor desde o juvenil do ex-número 1 do mundo LLeyton Hewitt.

"Eles ligavam um para o outro e diziam: 'Nossa eu estou treinando um garoto verdadeiramente talentoso aqui'", contou Federer recordando que a vida toda, desde o juvenil. "Quem ia imaginar que nós dois seríamos campeões de Wimbledon e números 1 do mundo?".

O suíço, que convidou os pais do ex-treinador a acompanhar seus jogos em seu box no Australian Open, contou que Peter Carter é o responsável por sua técnica. Carter faleceu em 2002, na África do Sul, onde passava sua lua de mel. A tragédia foi um ano antes de Federer vencer seu primeiro Grand Slam [Wimbledon] e por isso foi questionado sobre o que pensaria seu mentor ao vê-lo com 20 títulos de Majors na carreira.

Neste momento, Federer não segura a emoção e chora. "Eu espero que ele ficaria orgulhoso. Ele não queria que eu fosse um talento perdido. Eu acho que isso foi um chamado a mim, quando ele faleceu, e eu comecei a treinar realmente forte".

Finalizando a entrevista, o suíço ressaltou que teve "muita sorte ao longo do caminho", contou com as "pessoas certas, nas horas certas" e mesmo que argumentem que ele tenha feito essas escolhas, Federer ressalta que "teve sorte"

Assista o original em inglês aqui.