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Ferrer: 'Percebo que esta parte da minha vida está chegando ao fim'

Quinta, 26 de julho 2018 às 16:41:34 AMT

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Tênis Profissional

Após uma série de derrota e em um ano que acumulou nove de suas 14 derrotas no ano para tenistas abaixo dos 21 anos, o espanhol David Ferrer, ex-top 3 e atual 62º, abriu o coração em entrevista ao programa EL Larguero da rádio espanhol Cadena SER.



Desde que salvou a Espanha diante da Alemanha na Copa Davis em batalha épica em cinco sets e que viu seu primogênito, Leo, nascer semanas depois, as coisas mudaram na vida do vice-campeão de Roland Garros em 2013: "Estes meses foram diferentes, uma enxurrada de emoções. Depois da Copa Davi, nas semanas seguintes nasceu meu filho... Tudo ruiu. Está me custando muito. Esta é a realidade e eu a aceito, tento levar do melhor modo possível. Não gosto de estar como 60º do mundo enquanto por ta a minha carreira ganhei X jogos, mas também é certo que tenho 36 anos, o meu tênis foi mais que bom e não tive lesão importante", confessou.

Ferrer também disse que teria sido melhor se tivesse a maturidade de hoje aos 30 anos a respeito das derrotas, contou um caso em específico: "Ganhei Buenos Aires e Acapulco, fiz segunda rodada em Indian Wells e virava um drama absoluto. Minha mulher chegou à Acapulco pra a final, perdi para [Rafael] Nadal e fiquei um dia sem falar com ela porque estava puto por ter perdido".

Ao ser questionado se a aposentadoria está perto, Ferrer não titubeou: "Sem dúvida. Uma parte de mim já está indo [do tênis, agora jogo sem expectativas. Percebo que esta parte da minha vida está chegando ao fim".

O espanhol já tem um plano certo do que fazer em 2019: "No próximo ano jogarei alguns torneios por meio de convite, os que mais eu gosto e verei quando e onde me aposento. Vou querer viver neste US Open como se fosse meu último Grand Slam", ponderou.

Ferrer contou que a lesão nos tendões de aquiles têm sido "um calvário", já que doem desde que se levanta e principalmente ao descer escadas. 

David Ferrer confessou que gostaria se aposentar do circuito profissional em casa, diante da própria torcida, no ATP 500 de Barcelona ou mesmo no Masters 1000 de Madri.

Dono de uma escola de tênis em Javea, na Espanha, David pretende tirar um ano "sabático" com a família após a aposentadoria.