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Uytvanck revela ter sido vítima de discriminação por ser lésbica

Sábado, 14 de abril 2018 às 11:31:32 AMT

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Tênis Profissional

A blega Alison Van Uytvanck, 51ª do ranking da WTA, está na Suíça para a disputa do WTA de Lugano e conversou com o jornal local Blick, na qual falou sobre a discriminação que sofreu de colegas de circuito por ser lésbica.



Uytvanck, de 23 anos, assumiu-se publicamente lésbica há poucas semanas em um canal de TV da Bélgica. Ali a tenista assumiu o relacionamento que mantém com a também tenista belga Greet Minnen, de 20 anos e atual 734ª da WTA.

Com tudo muito claro em sua mente, Uytvanck contou ao jornal suíço que faz 12 anos desde a primeira vez que foi provocada e agredida por "alguns idiotas": "Eu fui intimidado por outros jogadores na federação". A razão pela agressão, explicou a belga era sentir-se atraída por mulheres. "Essa foi uma época difícil. Eu ainda era muito jovem. Quando eu tinha 15 ou 16 anos já não me importava - eu poderia conviver com isso ", disse Van Uytvanck.

A tenista não pretende nada além de deixar claro para outros jovens tenistas que ser homossexual não impede nada: 'Se há jovens jogadoras que também são lésbicas, elas não deveriam ter medo", resume.

Questionada sobre se estava de acordo com o boicote proposto pela veterana Billie Jean King à principal quadra do Australian Open, Margareth Court, que homenageia a maior vencedora de torneios do Grand Slam com 24 títulos e que disse há um ano que os homossexuais são "obras do demônio" (sic), a belga discordou de King: "Eu não faria isso, vou lá para jogar tênis. O que Margaret Court disse não foi muito inteligente. Ela machucou muitas pessoas", ponderou.

Mesmo com tudo o que viveu e deve viver por ter se assumido, Alison Van Uytvanck já deu seu recado: "Para aqueles que me intimidaram no passado, eu mostrei. Meu sucesso esportivo é minha resposta para você. Talvez agora eles entendam a dor que eles infligiram em mim", finalizou.