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Rafael Nadal: a dura caminhada para o tri em Wimbledon

Domingo, 29 de junho 2014 às 22:13:14 AMT

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Tênis Profissional
O número um do mundo iniciou outra marcha, em terras britânicas, rumo a um sonhado tricampeonato em Wimbledon, o mais tradicional dos Grand Slams. Mais uma vez na grama e mais uma vez vestindo apenas branco, como mandam as regras do clube que abriga o evento.

Em sua autobiografia – Rafa, Minha História – Nadal confessou que seu maior sonho era vencer na grama sagrada, surpreendendo seus fãs, acostumados em vê-lo brilhar no saibro parisiense. O grande trunfo da publicação é realçar sua trajetória, durante a edição em que se tornou campeão, pela primeira vez.

Com apenas 170 pontos o separando do número 2 do mundo, o sérvio Novak Djokovic, Nadal não vem conseguindo conquistar os mesmos resultados de sempre na atual temporada, o que fez com que alguns céticos duvidassem que pudesse vencer novamente, em Roland Garros. Mais uma vez, se deram mal.

O espanhol conseguiu atingir a histórica marca de nove títulos do Grand Slam francês, algo inimaginável para humanos normais. Mas não para ele, que mesmo jogando mal em algumas partidas, não deu nenhuma chance para os adversários. Vencê-lo num torneio melhor de 5 sets, no saibro, parece ser algo impossível nos dias de hoje.

E parece que seu domínio, em esportes, não se limita apenas ao tênis. Desde que se tornou membro do time de atletas do site PokerStars, ele vem demonstrando muita habilidade também com o esporte mental. Já venceu diversos torneios – de caridade e online – com a premiação revertida para sua Fundação, que opera na Espanha atualmente, com planos de expansão. Uma nova profissão está se desenhando, quando abandonar as quadras.

Primeira batalha conquistada

Ele iniciou com uma vitória relativamente fácil, na edição 2014, em Wimbledon, ao derrotar o eslovaco Martin Klizan em 3 sets a 1 e agora vai tentar devolver a triste derrota que sofreu do tcheco Lukas Rosol, em 2012, na segunda rodada. No ano seguinte, acabou perdendo na partida inicial para o belga Steve Darcis, o que deixou a todos perplexos.

Surgiram questionamentos sobre seu futuro profissional e seu desempenho na grama, que força demais os joelhos lesionados. Em Halle, nesta temporada, ele perdeu em sua partida inicial novamente. Culpou a transição do saibro para a grama, o que realmente explica a derrota inesperada. São apenas 4 semanas jogando nas relvas britânicas contra outras 40 semanas no cimento ou no saibro.

A resposta começou a ser dada na partida inicial. Movimentando-se com facilidade, com rapidez e precisão, parece que o espanhol (natural da cidade de Manacor, na ilha de Maiorca) já conseguiu calibrar seus golpes. Sacou bem melhor – venceu a maioria de seus pontos com o primeiro serviço e acertou 6 aces, na partida – e foi à rede com 75% de acerto, calibrando o timing ideal para o piso rápido.

O futuro Com a conquista do 14º Grand Slam, em Paris, Nadal aproximou-se ainda mais da marca exuberante de seu adversário Roger Federer, que possui 17. Com 5 anos a menos que o suíço, faz prever uma disputa saudável e acirrada, nos próximos anos, pelo recorde. Seguido a passos largos pelo sérvio Novak Djokovic, o canhoto não parece demonstrar nenhum temor com o enorme desafio.

Costuma declarar, em entrevistas, sua grande felicidade em continuar a praticar, em tão alto nível, o esporte que ama. É realmente incrível sua capacidade de superar obstáculos, principalmente físicos. Depois de 7 meses afastado das quadras – outra vez por causa dos joelhos, que o fez perder os Jogos Olímpicos de 2012 e os majors dos Estados Unidos e da Austrália – ele ressurgiu ainda mais forte, nos fazendo perguntar se há limites para Rafael Nadal... Há ?