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Canadense reclama de tratamento a jogadores no quali de Wimbledon

Quarta, 18 de junho 2014 às 12:20:00 AMT

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Tênis Profissional
O canadense Frank Dancevic, de 29 anos, atual 106 do mundo, fez um relato detalhado expressando sua insatisfação com a organização de Wimbledon durante o qualificatório do evento. O tenista teve sua mala trancada, problemas com a alimentação, transporte e fisioterapia.

Dancevic está na final do quali após vencer na terça-feira e irá enfrentar o taiwanês Jimmy Wang na quinta-feira.

"Estou extremamente desapontado com os serviços aos jogadores em Wimbledon no quali este ano. Dado que este é o maior torneio do mundo deveríamos nos sentir confortáveis e bem-vindos. Vou contar minha experiência", começa Dancevic que detalha seus problemas.

"Joguei minha segunda rodada começando às 18h, ganhei 6/7 7/6 6/2 em 2h30min mais ou menos e preciso jogar na quinta um jogo de cinco sets (em Wimbledon a final do quali é em melhor de cinco). Precisava rapidamente me recuperar e me nutrir. Meu plano era beber uma bebida repositor, depois alongar, banheira de gelo, massagem e jantar, o mais rápido para poder descansar", disse Frank.

"Depois veio a massagem com alguns atletas na fila antes de mim, perguntei quanto deveria esperar e me disseram uma hora pelo menos. Apenas dois para a massagem para 128 jogadores. Vocês estão falando sério ? Isso é Wimbledon pessoal! É injusto com todos!"

"Precisava esperar pois tenho um jogo de cinco sets por vir. Enquanto esperava numa mesa vem meu treinador correndo em pânico dizer que o transporte não queria esperar que o deadline deles era às 22h e queriam ir embora. Pedi a ele para argumentar e esperar mais 30 minutos. Ele foi, voltou e disse que não queriam esperar e disseram que os aviões não esperam os passageiros então não deveriam nos esperar. Disseram ainda que nós éramos ricos e poderíamos pegar um Taxi. HAHAHA. não acredito que chegou nesse ponto. Havia mais dois na fila para a massagem antes de mim. Saí de lá às 22h35, fui pegar minha bolsa no vestiário e estava trancado e todo o staff já havia deixado o local, todos. Eu junto com outro jogador na mesma situação às 22h45. Sem carro, sem nossas bagagens. Depois de andar bastante achei um segurança que foi muito solicito, abriu o vestiário e chamou um taxí para nós. Deixamos o local às 23h, triste no torneio mais prestiagiado torneio do mundo".