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Djokovic relata cansaço, mas se diz confiante: 'Nadal não é imbatível'

Sexta, 06 de junho 2014 às 14:08:07 AMT

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Tênis Profissional
Novak Djokovic, número dois do mundo, terminou o jogo cansado, esbaforido e demorou para subir para a coletiva de imprensa após a vitória por 6/3 6/3 3/6 6/3 em 2h34min. O sérvio comentou que se sentiu cansado ao longo da vitória contra Ernests Gulbis.

"Os dois primeiros sets foram bons, joguei sólido, devolvendo bem e sacando com alto percentual. De repente, no meio do terceiro set, comecei a me sentir cansado e vocês puderam ver isso, os dois tiveram dificuldades. Acontece ao longo de um torneio e me dei conta rápido do que acontecia, não´é nada sério. Terei dois dias para me recuperar para a final", disse o sérvio que minimizou o problema.

"Não há nada me incomodando, é uma fadiga geral que foi influenciada pelas condições. Mas não vou ficar falando disso. Estou orgulhoso de ter ganho em quatro sets, só Deus sabe o que aconteceria se fosse a um quinto set".

Neste domingo, às 10h, Djokovic enfrentará Rafael Nadal, primeiro colocado, buscando seu primeiro título de Roland Garros e seu único Grand Slam que não possui. Em cinco jogos contra ele no torneio, perdeu todos, mas venceu os últimos quatro diante do espanhol e está confiante.

O sérvio disse que não irá mudar sua tática para enfrentar o octacampeão: "Não haverá nenhuma mudança significativa em minhas táticas contra Nadal comparado aos últimos jogos, especialmente em Roma. Tentarei ser agressivo pois é a única maneira para vencê-lo".

"Sei que ele é dominador nesta quadra, só perdeu uma vez (Robin Soderling nas oitavas de 2009) e é onde joga o seu melhor. A quadra é muito grande, ele gosta de ter esse efeito visual pois consegue devolver todas as bolas. Ele se sente mais confortável em uma quadra maior, é uma das razões pelo qual tem tanto sucesso aqui".

"Mas jogamos partidas apertadas, duas nos últimos dois anos e ano passado tinha 4/3 e saque podendo ficar com 5/3, foi muito apertado. Saber que estive tão perto nos últimos dois anos me dá razão de acreditar que posso vencer dessa vez. Tentarei meu melhor, mas não vou sacar e volear e sim ficar nas minhas táticas, sei o que preciso fazer para vencer. É mais fácil falar do que fazer pois todos sabemos o quão bom ele é nessa quadra, mas ter vencido nas últimas finais me dá a confiança. Ele não é imbatível".

Djokovic destacou que a experiência dos últimos anos só o vem ajudando para quebrar a mística e poder vencer finalmente em Paris e se tornar o oitavo a conquistar o Career Slam, ou seja, vencer os quatro Majors em anos diferentes.

"A cada ano estou ganhando experiência sabendo lidar com situações psicologicamente. É mais do que uma motivação para mim, emoção positiva ir para essa final. A pressão óbvio que está lá junto com as expectativas, sempre existe quando se está nesse nível. Mas tento canalizar essa energia na direção certa e não ficar estressado com a situação. É uma final e final de um Slam que nunca ganhei. Vou dar meu melhor para levantar esse troféu. Será o último desafio no saibro do outro lado da rede, Nadal. Mas acredito que posso ganhar".