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Moya não quer altitude e teme time do Brasil na Copa Davis

Quinta, 22 de maio 2014 às 09:06:12 AMT

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Tênis Profissional
Por Ariane Ferreira, em Madri - Preocupado com os Playoffs do Grupo Mundial da Copa Davis, o capitão espanhol Carlos Moyá usou a disputa do Masters 1000 de Madri para ver como estão seus jogadores de perto e para estudar três dos titulares brasileiros.

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O capitão, que já foi diretor esportivo do torneio, esteve presente aos jogos de todos os atletas da casa e fez questão de acompanhar os brasileiros Thomaz Bellucci, Bruno Soares e Marcelo Melo.

Durante o torneio, o Tênis News conversou com o ex-número um do mundo sobre o confronto entre sua equipe no Brasil nos playoffs. Em seu primeiro ano como capitão, Moyá vê caminho difícil contra a equipe de João Zwestch.

“Não é porque vem de um zonal que a equipe brasileira é um adversário fácil. A Copa Davis envolve muitas coisas que vão além do ranking, nela você defende o seu país e isso é um motivador e tanto. Agora, imagina você jogar diante da sua torcida”, explanou o campeão de Roland Garros 1998: “Jogar fora de casa é algo muito difícil. Quando eu era jogador atuei muito no Brasil, sei o quanto vocês são apaixonados por este esporte. Joguei Copa Davis lá, contra o Brasil de Guga (Kuerten), (Fernando) Meligeni. Não será fácil”.

Moyá, que deve contar com seus dois principais jogadores, Rafael Nadal e David Ferrer, não vê tanta vantagem de sua equipe: “(Thomaz) Bellucci é um jogador com o qual não se deve brincar. A Caja Mágica é testemunha do que ele pode fazer em uma quadra de tênis se não estiver com lesões e bem fisicamente. É um genuíno top 30, pelo menos”.

“Ele está em uma temporada atípica, acontece com todo mundo, é difícil voltar a ter confiança, a sentir segurança. Mas se seguir a este passo, Bellucci pode chegar muito bem em setembro e me complicar a vida”, adicionou.

O número um do Brasil preocupa também caso a equipe nacional opte por um local com altitude. O capitão não comenta muito, mas deixa claro que jogar na altura não é bom: “Se me perguntarem vou chamar pra jogar na praia, é lógico”, destacou Moya citando o saque de Thomaz na altitude como um complicador. A equipe brasileira definirá até o dia 2 o local de disputa.



Moyá também prefere não palpitar sobre o piso que também não está definido: “É óbvio que seu capitão pensará no melhor para seus jogadores. Saibro ou piso rápido, não sei. Quem sabe grama. Os brasileiros, como nós espanhóis, são criados no saibro, é o piso favorito não dá para dizer que a terra é uma vantagem tão grande pra gente”.

O campeão de Roland Garros, que por agora está realmente dedicado a conversar com seus atletas e entender como todos estão, também está preocupado com a dupla brasileira. Moyá assistiu pelo menos uma parte da partida de quartas de final de Bruno Soares em Madri. O mineiro, que joga o circuito profissional ao lado do austríaco Alexander Peya, foi ‘estudado’ pelo capitão e por jornalistas locais, assim como o conterrâneo Marcelo Melo, que caiu na estreia em Madri jogando ao lado do croata Ivan Dodig.

“Muitos confrontos da Davis são definidos nos jogos de duplas. A Espanha ganhou um título assim (2009 contra República Tcheca). A dupla também pode marcar uma virada e é muitas vezes o ponto de desempate. Aconteceu com Brasil e Espanha”, pontuou o capitão da Armada em referência a derrota espanhola em casa (Lerída) na primeira rodada do Grupo Mundial em 1999, quando Guga venceu suas partidas de simples e ao lado de Jamie Oncins fez o ponto de desempate nas duplas. Foi a última queda espanhola em casa na competição.

“A dupla brasileira é de primeira linha. (Bruno) Soares e (Marcelo) Melo fazem parte de duas das cinco principais duplas do circuito há anos”, pontuou Moyá.