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Madri sonha ser o 5º Slam com torneio de 128 jogadores

Terça, 13 de maio 2014 às 08:05:34 AMT

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Tênis Profissional
Por Ariane Ferreira, em Madri - O mais jovem dos torneios do Masters 1000 surpreende público e atletas a cada nova edição. A data de propriedade do magnata e ex-tenista romeno Ion Tirac, tem objetivos maiores e quer se tornar um dos melhores torneios do circuito.

O Tênis News conferiu com os diretores o que Madri tem para ser o “quinto” Slam.

Nossa reportagem ouviu os dois diretores esportivos do evento, os ex-tenistas Manolo Santana e Alberto Berasategui, além de Carlos Moyá, que faz parte da direção com funções no conselho, para entender a proposta de ser o quinto Slam citada por Berasategui em entrevista ao programa Planeta Tênis da Rádio Terassa de Barcelona em 26 de abril.

Berasategui, ex-número sete do ranking da ATP e dono de 14 títulos do circuito, reafirma o que foi dito à rádio catalã: “Já conversamos com a ATP. Não são fáceis essas negociações e a última palavra está com eles, que já conhecem a nossa vontade. Precisamos trabalhar, mostrar que somos capazes, que a cada ano estamos melhorando, apenas assim há chances”.

Berasategui conta que a ideia não é incluir mais um Grand Slam no calendário, a tradição do esporte mostra: são e sempre serão quatro. Entretanto, Madri sonha alto, além de ser o torneio mais moderno e de linguagem próxima ao público e ao novo padrão de jogadores do circuito. “Queremos fazer parte dos cinco, seis, ou sete melhores torneios do mundo. Comparáveis a Miami e Indian Wells. Queremos tentar ter um torneio de duas semanas e com 128 jogadores na chave”, conta animado.

O torneio se vangloria de ter um complexo enorme, com um total de 13 quadras em saibro, sendo que as três principais (Manolo Santana, Arantxa Sanchez Vicario e Estadio 3) possuem tetos retráteis para que em caso de chuva o torneio posso prosseguir, explica o ex-número um do mundo, Carlos Moyá: “Esta alternativa nenhum dos quatro Grand Slams têm. Austrália tem duas quadras, me parece que terá a terceira em breve, Wimbledon tem a Central, já Roland Garros e Nova York ficam sem jogos em caso de chuva, com final na segunda-feira” .

Moyá destaca a qualidade das quadras e brinca relembrando que após a implantação do saibro de Roland Garros, Thomaz Bellucci foi um dos profissionais que salvaguardou o trabalho feito 9o brasileiro fez semifinal em 2010): “Bellucci aprovou nossas quadras. (pausa) Você está rindo?”, questiona nossa reportagem o campeão de Roland garros 1998 e prossegue: “Sei que você concorda comigo, ele é um dos grandes jogadores deste piso e um elogio dele é importante para nosso trabalho”.

Madri mexe anualmente em sua premiação e é o quarto dos nove torneios do Masters 1000 em termos de premiação, perdendo apenas dos ricos Indian Wells, Miami (ambos nos Estados Unidos) e Xangai (China). Além do ponto de vista financeiro, que é importante para jogadores e por consequência o voto que equivale ao conselho de jogadores, o torneio traz diferenciais como uma piscina coberta e aquecida no complexo da quadra Manolo Santana, que ajuda os atletas com um preparo físico forte de menor impacto, além de promover um descanso, explica Berasategui: “o torneio dá essa opção, algo que geralmente eles encontram apenas nos hotéis normalmente”.

Campeão de Wimbledon em 1966, Manolo Santana, o pioneiro do tênis na Espanha vai além da ótica estrutural do torneio e pensa na demanda cada vez maior dos fãs: “A Espanha quis muito um Masters 1000 e por isso precisa fazer dele diferente. No país temos e Valência um 500 excelente e também outro em Barcelona, isso mostra o interesse que esse esporte desperta no público espanhol, mas este é um público que também quer além de tênis".

A estrutura proposta por Madri será tema da segunda parte desta reportagem.