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Soares defende Bellucci e almeja grandes conquistas com Peya

Domingo, 17 de fevereiro 2013 às 11:54:11 AMT

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Tênis Profissional
Por Ariane Ferreira - Desde que foi campeão do US Open nas duplas mistas, Bruno Soares passou a viver ótimo momento e a colecionar títulos. Em entrevista exclusiva ao Tênis News, o mineiro defendeu Thomaz Bellucci e disse almejar um grande título ao lado de Peya.

Bruno Soares está novamente na final do Brasil Open. Ele, que ainda não havia passado pela quadra principal do torneio, deseja compartilhar o momento com os torcedores, independente do resultado. “É nossa obrigação”, diz o mineiro.

De bem com o público, o belo-horizontino contou que ser vaiado pela própria torcida não é a melhor das sensações e defendeu o paulista Thomaz Bellucci, vitima desta situação em 2013. “É uma sensação muito ruim. Realmente não vi o jogo, então eu não sei o que aconteceu. Com certeza não era o que ele queria. Thomaz é um cara que é batalhador, treina duro, com certeza tentou fazer o melhor dele, mas tem dias que são noites. Não tem jeito, a coisa não entra”, declarou Soares.

Bruninho acredita que muitas vezes a relação não é entre vitórias e derrotas e sim a maneira como o jogador lida com a situação. Sem falar especificamente da situação de Bellucci, o duplista pondera: “Quando a gente joga tênis e recebe um público, é a nossa obrigação agradecer e compartilhar deste momento com eles”. Bruno pega sua partida de semifinal como exemplo, onde a quadra 1 do Mauro Pinheiro esteve lotada para vê-lo: “Ganhando ou perdendo, eu tenho que ir lá e agradecer o apoio deles, que muitas vezes estão deixando de fazer alguma coisa para ir lá te prestigiar”. Na oportunidade Bruno fez festa com a torcida local: “Nem sempre são momentos felizes, vitórias e derrotas virão e acho que a torcida entende”, opinou

Soares defende, novamente, o companheiro de Copa Davis: “Thomaz é um garoto que quem tem a oportunidade de conhecer melhor sabe que é um cara legal, muitas vezes peca um pouco pela timidez, mas tem um coração enorme”.

Bruno, que há seis meses iniciou uma parceria vencedora ao lado do austríaco Alexander Peya, contou também que os planos da dupla para a temporada são ambiciosos. Em processo constante de evolução, eles sonham alto e trabalham para isso. Após vencer alguns torneios nível 250 e dois ATP 500 em 2012, ganhando das melhores duplas do mundo, os tenistas estão em busca de algo maior: “Quando você entra nesse estágio de constantemente estar vencendo esse tipo de jogo, você se coloca numa posição de brigar por algo grande e é em busca disso que a gente tá esse ano. Um título de Grand Slam, um Masters Series, conquistar uma vaga pra Londres, a gente já está nessa condição de almejar essa elite do tênis”, opinou.

Insatisfeito com a atual situação do tênis mineiro, Bruno relata que o esporte em seu estado tem sobrevivido de ações individuais e sugere a um dos mais tradicionais clubes do país, o Minas Tênis Clube, que invista mais no esporte que está em seu nome: “Acho que seria muito legal se (o Minas) apoiasse o esporte competitivo. Ele tem puxado mais para uma política do esporte social” - disse, ressaltando que mais pessoas poderiam jogar tênis e Minas, mas sabe que falta incentivo.

O mineiro comentou as principais polêmicas da edição 2013 do Brasil Open. Bruno reconhece que a programação de quinta-feira foi prejudicada por conta da interdição da quadra 2 do complexo Mauro Pinheiro. O que acabou direcionando seu jogo para o mesmo horário da partida de Rafael Nadal. “Eu tinha ficado um pouco insatisfeito, chateado, que eu estava em uma semifinal e os caras me colocam lá de novo no mesmo horário da simples aqui (Quadra Central)”, explica Soares, que aponta que a quadra 1 também não está em tão boas condições e afirma que seria legal jogar na Quadra Central, pelo fato de estar no Brasil Open e poder desfrutar com a torcida.

Bruninho diz que a situação já foi superada e agradeceu o público que lotou a quadra para sua partida de semifinal. “A torcida foi maravilhosa, fez um caldeirão e me ajudou nessa virada, porque a coisa estava feia”, diz.

Sobre a bola do torneio, grande motivo do desconforto dos jogadores Bruno disparou: “A bola realmente não é boa, não é de boa qualidade. Não é uma bola que colabora com o desempenho do tênis. E a quadra realmente não ficou boa, está desviando bastante, o que complica também. Acho que juntou esses dois fatores, fica difícil para o jogador. Realmente você bate umas 10 bolas e nove caem fora e o cara ali fora (na arquibancada) pensa: ‘nossa esse cara é muito ruim. O que ele tá fazendo aqui?’.

Para Bruno essas são as condições do torneio, há a necessidade de se adaptar e seguir jogando. “Já está feito. Fica a lição para o ano que vem”, disse Soares que acha que a bola do torneio é a mais vendida do país porque é a mais barata.