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Brasil Open se defende de críticas e considera mudanças

Sábado, 16 de fevereiro 2013 às 13:29:54 AMT

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Tênis Profissional
Por Fabrizio Gallas - A edição 2013 do Brasil Open vem sofrendo demasiadas críticas dos tenistas sobre problemas nas quadras do ginásio do Ibirapuera e Mauro Pinheiro, assim como na bola. Mas o diretor do evento, Roberto Burigo, defendeu o evento dos problemas.

A maioria dos jogadores reclamaram de buracos, quiques irregulares e linhas saindo no meio das partidas. Das três quadras do evento, duas estão no ginásio Mauro Pinheiro, anexo ao Ibirapuera, mas uma delas foi interditada na quinta-feira. Nem uma enxada sanou tais deficiências: "Contratamos a empresa Brascourt, que tem um currículo extenso, fizeram o Brasil Open no ano passado foi muito bem. Foi uma surpresa desagradável que encontramos, mas tivemos pouco tempo para prepará-la", disse o diretor lembrando de um evento do UFC realizado no meio de janeiro no mesmo local. As quadras do Ibirapuera começaram a ser instaladas por volta do dia 25 de janeiro e as do Mauro Pinheiro, alguns dias antes. Mas ela está melhorando e recebendo menos críticas em relação ao início da semana", disse Burigo.

A bola, Wilson Championship, também foi alvo dos tenistas. Fábio Fognini zombou no twitter dizendo que as mesmas haviam sido compradas em um supermercado. Rafael Nadal detalhou que as mesmas perdiam pelo rápido, eram duras e ruins, sem dar controle ao jogo. O diretor do maior evento brasileiro defendeu: "A bola foi aprovada pela ATP e todos os jogadores sabiam que essa seria a bola quando vieram. Ela está homologada, aprovada pela ATP, entendo que alguns jogadores gostem mais e outros menos , mas foi aprovado".

Nesta semana, além de Nadal, David Nalbandian, Nicolas Almagro e Juan Monaco formaram o cartel do mais forte Brasil Open de todos. Quando perguntado sobre uma possível debandada das estrelas em 2014 pelos problemas, Burigo não foi firme, mas disse não estar preocupado: " "Não tememos. O torneio está sendo jogado, com críticas, mas está sendo jogado, as condições da quadra estão em conformidade com a regra".

Mesmo assim, de forma lacônica, ele considerou possíveis mudanças para o torneio do ano que vem: "Com certeza vamos sentar a reavaliar tudo para melhorar pro ano que vem".

Sobre outros problemas estruturais principalmente do Mauro Pinheiro, anexo ao Ibirapuera , como as frequentes goteiras, Roberto eximiu a promotora do evento de culpa: "A gente recebeu o ginásio desse jeito, a Koch Tavares não é responsável por ele e infelizmente não é responsável pelo teto do ginásio, não controlamos, o ginásio não é nosso, se as condições não estivessem aptas a se jogar, a ATP jamais deixaria jogar".

Mesmo com os inúmeros defeitos da competição que recebe o Rei do Saibro pela primeira vez após oito anos - o Brasil Open era jogado na Costa do Sauípe (BA) até 2011, Burigo faz uma avaliação positiva da competição: "A avaliação geral do torneio é muito boa, o público mostra isso , não sei precisar, mas nenhum ATP 250 tem uma quadra central tão grande e cheia desde a primeira rodada. Foi excelente, São Paulo mostrou que tem cultura de tênis, o público está vendo bons jogos de tênis", finalizou.