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Mello relata pressão no 'pós-Guga' e destaca momentos da carreira

Segunda, 11 de fevereiro 2013 às 20:28:13 AMT

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Tênis Profissional
Por Ariane Ferreira - Ricardo Mello conversou com a imprensa em São Paulo, após a última partida de sua carreira. Mello comentou a pressão sofrida por ser da geração pós-Guga, grandes momentos de sua carreira e mostrou arrependimento com as trocas de técnico.

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Ricardo contou que antes e durante a partida diante do argentino Martin Alund o pensamento de que aquele poderia ser o fim de sua carreira veio à mente algumas vezes. Entretanto, o brasileiro disse que sua preparação para a partida foi a mesma: "Na verdade, minha preparação foi a mesma, a sensação é que foi diferente. A primeira vez que eu entrei na sala dos jogadores, todos os que eu cumprimentava diziam : 'ah é teu último torneio, você está se despedindo'. Aí eu vi mesmo que a sensação era diferente", contou.

Mello comentou como foi fazer parte da geração 'pós-Guga Kuerten' e como lidou com a pressão de torcida, imprensa e até de seus familiares: "Foi um momento difícil, uma época que eu tinha uns 23, 24 anos, quando ganhei o ATP de Delray Beach (Estados Unidos), foi coicidentemente a lesão do Guga, ele começou a jogar menos. Foi um momento difícil, expectativa em cima de mim e com isso minha própria cobrança. Eu por natureza já em cobrava muito, então a partir daquele momento passei a me cobrar mais e virou uma confusão mental, que eu não lidei muito bem com esse tipo de pressão", relatou.

O paulista contou que com o passar dos anos passou a lidar melhor com a pressão e que nos últimos anos de 'tour', entre 2009 e 2012 conseguiu aproveitar melhor o circuito. Ricardo detalhou que ao sair do juvenil, controlava com o pai, que nunca havia jogado tênis, seu calendário e desta forma aprendeu com os erros. "Essas coisas fazem diferença e demora um pouco mais até você pegar maturidade", testemunhou.

Perguntado sobre algum arrependimento na carreira, Ricardo dise não tê-los, entretanto, ponderou sobre as escolhas em relação aos treinadores. "Talvez o fato de não ter conseguido ficar muito tempo com um treinador foi um fator que poderia ter feito diferença, se eu conseguisse ficar com treinador por sete, oito, dez anos, quem sabe poderia ter ficado mais tempono top 100 ? Foi uma coisa que teria me ajudado mais, principalmente naquela fase em que cheguei entre os cem e rapidamente subi ao 50. Esse negócio de treinador, a cada vez que você troca de treinador, você leva um tempo para se adaptar a ele e seu trabalho", opinou.

Mello resumiu a carreira como um 'sonho realizado'. "O tênis sempre foi minha prioridade, as amizades que fiz e vou levar pra vida toda, os lugares que conheci, isso aí é realmente o que importa", disse. Ricardo relembrou a vitória em Delray Beach em 2004 e os quatro títulos do Aberto de São Paulo, torneio em nível Challenger, com as maiores vitórias de sua carreira.