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Presidente da CBT nega notas frias e não usará mais verba pública

Sexta, 08 de fevereiro 2013 às 15:12:25 AMT

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Tênis Profissional
De acordo com reportagem do UOL, o presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Jorge Lacerda, negou a emissão de notas fiscais irregulares para justificar os R$ 601 mil de gastos da Lei de Incentivo de Esporte. O dirigente culpou o Ministério do Esporte pelo erro.

De acordo com o UOL, em reportagem publicada na quarta-feira, o Ministério havia reporvado R$ 440 mil em notas pela realização do torneio Grand Champions Brasil, em São Paulo, pela empresa Premier Sports, parceira da CBT. O dinheiro seria para pagar a estrutura e quadras de borracha que não foram feitas no Harmonia Tênis Clube.

Jorge Lacerda justificou esse pagamento como sendo um acordo entre a Premier Sports Brasil, detentora dos direitos da realização do evento, e não à Sociedade Harmonia. De acordo com Lacerda, esses R$ 400 mil foram adquiridos para a realização do evento no WTC (centro empresarial de São Paulo), mas um mês antes o evento mudou de local para Harmonia. Jorge explicou que realizou uma reunião junto ao Ministério do Esporte e teve a reversão do destino de gastos aprovada.

“Tomara que seja só um erro técnico do Ministério. De repente o rapaz que fez isso não sabe quem é Premiere. Eles (da Premier) se anteciparam e fizeram esse acordo com o clube das formas de pagamento em um pacote entre a empresa e a Harmonia”, disse Lacerda.

Outros R$ 40 mil em notas frias foram em operação para a Brascourt Pisos Esportivos Ltda para montar uma quadra com piso de borracha. A nota fiscal dessa operação está no processo de prestação de contas. Porém, esse serviço não foi realizado, segundo o presidente do clube Harmonia.

Jorge Lacerda explicou que o torneio mudou de última hora do WCT para o clube, com um mês antes do evento começar. O pagamento já havia sido feito anteriormente.

“Quando foi aprovado, a empresa, ao invés de aprovar a borracha, fizemos trabalho de ter uma lona de sobreaviso para se tivesse chuva. Pedimos até que fosse feita aquela via. Comunicamos que a compra havia sido feita já e tudo pago.”

Lacerda ainda receberá nos próximos dias pedidos de explicações do Ministério, mas já se antecipou que não irá mais pedir verba pública da Lei de Incentivo ao Esporte: “Não, nunca mais vamos fazer uso da Lei do Incentivo. O último projeto que aprovamos foi em 2011. Temos dois projetos pra ser aprovados e vamos pedir cancelamento. Essa decisão já estava tomada, não vamos trabalhar com lei do Incentivo por isso: empresas contrariam a lei. Sempre falei bem da Lei, pra iniciar o projeto ela é perfeita. Mas ela tirou a verba de marketing."