X

Árbitro espanhol fala da sensação de atuar em uma final de Copa Davis

Segunda, 29 de novembro 2010 às 16:25:01 AMT

Link Curto:

Tênis Profissional
Aos 35 anos, o juiz de cadeira espanhol Enric Molina é o único do país a ter certificação de ouro. Mais do que isso, ele está perto de trabalhar na terceira final de Copa Davis de sua carreira, o que ele classifica como uma ''grande honra e uma grande oportunidade''.

''Para mim é uma grande honra e uma grande oportunidade. A Copa Davis é uma competição muito singular, muito especial, porque os tenistas jogam por seu país e dão mais do que podem para ganhar. O público é um elemento chave e para nós é gratificante encontrar um estádio repleto de pessoas que não se cansarão de apoiar. É uma pressão a mais, porém é um prazer lidar com ela'', disse Molina.

O espanhol ainda comentou sobre a discussão entre o seu compatriota Rafael Nadal, número 1 do mundo, e um dos seus colegas de profissão, o brasileiro Carlos Bernardes. Na ocasião, o líder do ranking não concordou com uma marcação e Bernardes e discutiu asperamente com o juiz, indo inclusive contestar com o supervisor do evento, Tom Barnes.

''As pessoas se surpreenderam porque o Rafa não é de fazer aquilo. Mas vendo calmamente e analisando a situação, acredito que ele foi super correto com Carlos e que discutiu sempre com respeito e com grande educação. Todos os jogadores deveriam ser como Nadal'', acrescentou.

Por último, Molina não deixou de comentar sobre o 'olho de águia', recurso utilizado pelos jogadores para contestar as marcações duvidosas dos juízes. ''Sem dúvida, favorece. Para nós, nem muito, pois temos que dizer se bola foi boa ou fora sem usar a tecnologia. O tenista é o único que pode utilizar essa ferramenta. Mas nos ajuda no sentido de que deixa o jogador mais tranquilo com a decisão que aconteça. Além do mais, isso demonstra que a porcentagem de acerto dos juízes é alta e faz com que ganhemos credibilidade '', concluiu Molina.