X

Britânico de 15 anos que vive no Brasil sonha jogar Wimbledon

Quinta, 04 de novembro 2010 às 20:20:00 AMT

Link Curto:

Tênis Profissional
A cidade de Americana, no interior de São Paulo, verá um britânico em ação nesta sexta-feira, dia 5 de novembro, na quarta e última etapa do Circuito Seguros Unimed de Tênis 2010. Patrick Graham, nascido em Londres, joga pelas oitavas-de-final da categoria 16 anos contra o paulista Luís Gustavo Batista. A partida acontece no Centro Municipal Mário Coronelli, com entrada gratuita, por volta das 15h30.

Graham começou a jogar tênis aos 8 anos de idade, quando passava férias no Brasil. Filho de mãe brasileira e pai inglês, ele morou na Europa até os 13 anos e defendia a Millfield School nos torneios interescolares. “Sempre passava as férias no Brasil e há dois anos comecei a morar com meus tios, em São Carlos, treinando no Clube de Campo com o Elson Longo”, disse o garoto, que apesar de treinar em solo brasileiro, sonha em defender a Inglaterra no tênis profissional e jogar na grama sagrada de Wimbledon. Nesta quinta-feira, na abertura do Circuito Seguros Unimed, ele nem precisou entrar em quadra e venceu Eduardo Rodrigues Neto por WO.

Patrick Charles Noble Pinto Graham prefere ser chamado apenas de Patrick, sem sotaque britânico, conta que desenvolveu muito seu jogo em Londres e que optou por ter um único treinador no momento. “Na Inglaterra tinha muita gente boa treinando junto, então às vezes a gente não recebia muita atenção”, afirma. Apesar disso, ele pretende defender seu país de origem, por visualizar mais oportunidades como jogador europeu. “Cada academia de lá conta com representantes de várias marcas, que já oferecem patrocínio para juvenis. E a federação está sempre em contato conosco.”

Mesmo vivendo no Brasil, Graham mantém as origens de sua infância e adolescência na Europa e pretende disputar giras pelo continente em 2011. Seu principal sonho no juvenil não podia ser diferente: jogar Wimbledon. “Como britânico, tenho até mais chances de receber um wild card para jogar se tiver um bom ranking no juvenil. Gosto mesmo de jogar na grama e, como canhoto, exploro o saque aberto com slice. Mas no Brasil também aprendi a gostar de saibro”, conta sorrindo.

Favorito

Ainda na categoria 16 anos, o cabeça-de-chave 1, Mathaus Spiering, teve dificuldades para avançar. Natural de Cuiabá, ele bateu o paulista Diego de Souza, por 6/3 7/6(3), mas garante que o calor de Americana não o prejudicou. “Em Mato Grosso é bem mais quente, já cheguei a jogar com 45º C. Mas o sol de lá não queima e senti um pouco a quadra rápida daqui”.

Spiering foi campeão do circuito em 2009 e aproveitou a viagem para a Argentina para adquirir experiência como jogador e também para conhecer o país. O mato-grossense faz contas para a conquista do bicampeonato e já planeja a próxima temporada. “Estou em sétimo no ranking do circuito. Preciso ser campeão ou vice e o Luís Gustavo Batista (3 º do circuito) não pode chegar à final. Mas só de jogar o circuito já é uma experiência e uma alegria para mim. No próximo ano pretendo começar a jogar alguns futures e quem sabe furar uns qualis”, diz Spiering.