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Campeão da Davis em 2008, Emilio Sánchez se junta à equipe brasileira na Índia

Quarta, 15 de setembro 2010 às 08:31:34 AMT

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Emilio Sanchez
Um dos maiores jogadores de todos os tempos, o espanhol Emilio Sánchez, chegou nesta terça-feira para reforçar a equipe brasileira da Copa Davis. Campeão da Copa Davis de 2008 como capitão da Espanha, Emilio Sánchez participou ativamente dos treinamentos ao lado do capitão João Zwetsch, e trabalhou principalmente ao lado de Ricardo Mello e Thiago Alves.

O coordenador do tênis brasileiro diz que na Copa Davis o importante não é acreditar em chances de vitória, mas se preocupar em dar o máximo possível pela equipe brasileira. "Eu vejo a equipe brasileira bem, com vontade, com respeito ao rival e sabendo que terá cinco jogos difíceis pela frente. Temos que pensar não em ganhar, mas em sermos competitivos. Se formos competitivos, criaremos oportunidades e temos de aproveitá-las. A Copa Davis é uma competição em que os jogadores têm de se doar mais do que o necessário pela equipe. Só assim é possível vencer", disse ele.

Para Emilio, sua presença junto à equipe serve muito mais como apoio aos jogadores. "Estou aqui para apoiar os jogadores e o capitão. É minha primeira vez junto à equipe brasileira. Eu tratarei sempre de apoiar todos para que consigam chegar a um bom nível de competitividade e assim possam ter chances de vencer".

Sobre os jogadores brasileiros, Sánchez fez elogios, e disse que os jogadores podem chegar longe. "Thiago e Ricardo, que são os com que trabalhei hoje, são jogadores experientes. Eles têm que saber que no tênis, a diferença entre alguém entre 80 e 40 do mundo é muito pequena. Às vezes são coisas simples que mudam a carreira, talvez um pouco mais de físico, um pouco mais de trabalho, e eles podem subir ainda mais. A dupla é uma dupla bastante competitiva, mas que deve ter mais trabalho no sábado. E Thomaz tem de ser o líder da equipe, ele tem de estar ciente disso, pois tem todas as condições para tal. Se ele estiver bem, todos estarão", completou.

Sobre o gosto de fazer parte de outra equipe na Copa Davis, Sánchez reconheceu que sente uma sensação diferente. "Quando estava vindo pra cá, no avião estava pensando nisso, é uma sensação um pouco estranha. Mas quando eu me proponho a um trabalho eu sempre me dedico ao máximo. Meu trabalho junto à confederação está dando frutos, temos hoje bons projetos para o futuro e se posso apoiar no sentido esportivo vou fazê-lo. Estamos aqui para unir os jogadores e tratar de que o tênis brasileiro conquiste frutos, e neste caso temos chances. Mas tudo será muito duro", concluiu.